Archive for março, 2010

any color you like…

eu poderia está fazendo um bando de coisas, não? pois bem, mas estou aqui pedindo encarecidamente o seu voto! é… simples assim: quero o seu voto!

basta clicar na imagem abaixo e, caso não seja cadastrado, é só fazê-lo (super fácil!), e clica em 5+!

a estampa...

aplicada na camisa...

aplicada na ecobag...

Segue aqui o link, para não ter erro de onde é:
http://www.camiseteria.com/design.aspx?did=36661

conto com o voto dos leitores e amigos…

31/03/2010 at 14:06 7 comentários

Espaço Democrático… #4

Como as pessoas surgem em nossas vidas? Pergunta curiosa.

Há quase um ano eu mandei uma estampa prum site onde, dependendo do número de votações e de sua nota, eles produzem sua camiseta. Em meio aos comentários tinha um, de uma pessoa que não me conhecia e nunca havia me visto. Foi interessante e incentivador. E ponto.

Meses depois, fuxicando as listas que apareço no Grande Pássaro Azul (que te observa!), descubro que estava em uma das dela, e fazendo parte do grupo do site. Mas logo eu, que só mandei coisa que hoje vejo com péssimos olhos e, assim como a própria, não ganho concurso nenhum, o que estava fazendo lá?

Também não importa, mas depois disso passei a ter contato com ela e descobri uma grande fã do CDP: divulgadora, apoiadora, crítica, cobradora (‘num vai postar nada essa semana não?’); e gente assim é difícil de se achar, tanto que virou minha amiga.

Por ser tudo isso para o blogue, impossível não tê-la aqui neste espaço. Seu nome é Ingridh Freitas, gosta de séries, tem didhslexia, tenta manter sua mente aberta a Todas as possibilidades e quem quiser saber mais sobre, é só dar uma passadinha lá.

Mas antes disso, veja aqui:

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O vendedor de esperança

Por Ingridh Freitas

Estava andando pelas ruas do Centro da cidade, depois de mais um dia cansativo na empresa.

Afrouxei o nó da gravata e dobrei as mangas da camisa social, me rendendo ao calor que fazia. Os termômetros no fim da tarde marcavam acima dos 34 C°. Sempre gostei do clima do Rio de Janeiro, mas naquele dia em especial tudo estava me irritando facilmente. Nada dera certo.

O vice-presidente da empresa me escalou para horas extras não-remuneradas durante toda a semana, para a resolução de vários problemas no setor.

– As contas não “batem”, os resultados estão péssimos, há vários erros nos relatórios… Se eu tiver que refazer o trabalho dos meus funcionários, pra quê funcionários? PRA QUÊ? É melhor que eu demita todos vocês!

A Alice me ligou para romper o noivado, depois de 05 anos de relacionamento, mesmo com o apartamento apenas esperando nosso casamento, que aconteceria no mês seguinte.

– Mas Alice, nós vamos ser felizes juntos! O nosso casamento vai acontecer daqui a um mês! Como você pode cancelar TUDO? Você não me ama mais, é isso?

-Não, Felipe, não é isso… Acredite em mim, o problema sou eu. Pensei muito sobre nosso relacionamento e cheguei à conclusão de que não estou pronta para me casar com você… É melhor darmos um tempo. Não me procure, por favor…

Era um daqueles dias em que eu não deveria ter levantado da cama.

Parei para fazer um rápido lanche antes de ir pegar o carro no estacionamento, afinal, com todos os acontecimentos do dia, não havia nem almoçado e estava faminto.

Quando eu estava caminhando até o estacionamento passei por uma calçada onde havia uma pequena banca e um vendedor baixinho e idoso, com um olhar faminto e com jeito de que não tomava um bom banho há dias, ou quem sabe meses. Na placa dizia com letras mal escritas “Vende-se esperança”.

Achei aquilo no mínimo curioso e parei para observar. Eram pequenos sacos plásticos verdes empilhados um a um cuidadosamente.

– O moço gostaria de comprar esperança? É apenas R$1,00.

– Você só pode ser louco! Esperança não é uma coisa que se pode comprar, é apenas um sentimento… Não se pode ao menos tocar!

– Eu sei…

– Então como você pode vender?

– Dentro de cada um desses saquinhos existe um punhado de balas de hortelã. Se você comprar um desses saquinhos por R$1,00, você estará comprando, junto, esperança pra mim. Você me dará a esperança de poder comprar algo para comer, já que eu não me alimento faz muito tempo. Você estará me dando a esperança de conseguir juntar dinheiro suficiente para sair das ruas. Você estará me dando a esperança de um dia ser feliz ganhando dinheiro honestamente. Você poderá deitar a cabeça em seu travesseiro, à noite, depois de tomar um banho com sua água quente, e, depois de um jantar farto, perceber que é um homem de sorte por ter conseguido comprar esperança.

Comprei todos os saquinhos fazendo surgir um sorriso no rosto daquele homem.

Virei-me para ir embora, certo de que o dia seguinte seria bem melhor.

O vendedor de esperança.

26/03/2010 at 10:11 17 comentários

PROMOÇÃO – Customize um Toy Art

Gente, mais uma promoção (na verdade, um concurso) no Coração de Poeta e dessa vez em parceria com o Alan23:

Personalize um Toy Art: o mais criativo vai ter o seu boneco confeccionado e, de quebra, ainda levará pra casa.

Para quem não sabe, o Alan é ilustrador, tatuador e artesão de toy art. Você pode conhecer mais o trabalho dele aqui.

Como dificultar não é a minha praia, essa promoção-concurso é super simples:

– Você baixa o template do toyart aqui no blogue;

– Personaliza de forma criativa (lembrando que Crtl+C, Ctrl+V será execrado, e o uso excessivo de programas de imagens e afins não serão vistos com bons olhos);

– Cada participante pode enviar, no máximo, 2 customizações (porém, podem ser de modelos diferentes);

– Envia um arquivo de até 800 kb (foto, scan) para promocoesviscerais@gmail.com com a sua criação;

– Aguarda ansiosamente para saber se ficou entre os 3 primeiros.

Vale todo tipo de customização (estando dentro do layout pré-estabelecido: desenhar chifres, armas, pernas maiores e afins não serão aceitos), o mais importante é a sua criatividade, depois o Alan vai rebolar pra produzir, porém, com o talento que tem, será fácil! É só ver alguns que ele já produziu (mais no flickr dele):

O juri será composto por ele (claro!), por mim (nada mais justo) e pela Nanda Corrêa (não conhece ela? Como assim? Redima-se desse erro irreparável visitando site dela, o www.kammiatelier.com, e dando uma passada pelo seu flickr).

Será um brinquedo único e exclusivo, produzido só para você.

A promoção-concurso começa hoje e serão aceitos os templates enviados até o dia 30 de abril de 2010.

Despesas de envio serão custeadas pela equipe do CDP junto ao Alan23 e enviaremos para todo o Brasil.

Agora é com você: baixe o layout e lápis, caneta, tinta, miçanga, purpurina (ui!), lã, ou o que for nas mãos, abusando da sua criatividade! Mesmo que você não saiba desenhar, nada custa tentar, pois o ‘em questão’ é a concepção.

Abaixo os modelos em PDF para baixar (os números correspondem à imagem lá de cima):

Modelo 01 | Modelo 02 | Modelo 03 | Modelo 04

23/03/2010 at 20:55 14 comentários

um dia qualquer…

e no centro de caxias, os 42 graus daquele verão intenso lembravam a brisa do inverno passado: naquela microssala, o termômetro marcava 50°, talvez por ser o máximo de seu marcador… o ventilador havia derretido e a geladeira estava queimada…

chafurdado em meio a papéis, freitas desidratava em contratos, notas fiscais, licitações, ao som balançante de 4 telefones fixos, 2 rádios e 3 telefones celulares…

– freitas? sabe aquela correção no contrato 76.543-0001? não será mais de 15,4%, será de 15,2… pode agilizar isso, aí, pra mim, por favor?

– tranquilo, tranquilo…

ele cuidava de todos os contratos da pequena empresa de terceirização de serviços…

e assim passava o dia:

– graaaaande freeeeitas! rapidinho aqui: processo licitatório com a prefeitura, diminui uns 3 mil e envia, fiquei sabendo que os caras abaixaram o preço… temos que pegar isso! sabe qual é, né?

– bom, processo licitatório com a prefeitura… perfeito! mas qual? caxias, nova iguaçu, belford roxo, mesquita, nilópolis…

– não, não, não! prefeitura do rio…

– ah, sim… distribuição de vidro, de cesta básica, cimento, material escolar, lâmpada…

– porra, freitas! tenho que ficar falando tudo, cacete? parece que não conhece nada! é daquele material que você orçou com aquela empresa lá…. não se lembra?

na hora do almoço, quase sempre a mesma coisa:

– aqui está, ‘quentinha’ quentinha… batatinha frita, strogonoff de frango, uma…

– frango? eu pedi de carne, seu armindo… poxa, todo dia? sempre isso?

– ah, é? você gosta é de carne, né? desculpa, amanhã, sem falta, vem certinho! pode contar comigo!

e os ‘pepinos’ eram os mesmo: sempre!

– então, januário, você chegou a enviar o atestado médico pra mim?

– enviei sim, freitas, mandei por fax…

– mas eu não tenho fax aqui, pedi pra mandar por e-mail…

– se você não tem fax, não tenho culpa, mas eu enviei…

e era assim o dia todo…

– ricardo, você me enviou as folhas de ponto?

– ih, freitas! não deu, não… ninguém terminou, ainda, de completar…

– mas ricardo, como assim? estamos em junho, essas folhas são de abril… como não terminou de preencher? são as entradas dos dias do mês!

– freitas, fica tranquilo, fica tranquilo: eu vou mandar o índio ir aí, te entregar…

confere folha 1, seca suor, confere folha 2, seca suor de novo, carimba folha 1, carimba folha 2, seca suor, grampeia folha 1 na folha 2, seca suor, enfia no envelope… e, diariamente, esta rotina é repetida, pelo menos, 300 vezes… é o número de folhas de ponto, junto aos atestados, junto às justificativas e variantes… conferir as licitações, uma a uma, da semana, quais foram reprovadas, quais passaram, ‘preciso de um condicionador de ar’, almoça o que não quer, e, como de costume, no meio da tarde, no auge do calor e da falta de paciência, atender a ligação do chefe:

– freitas?

– pronto, tavares!

– freitas, como estão as licitações?

– tudo certo, tavares!

– e as folhas de ponto?

– tudo certo, tavares!

– as novas normas foram enquadradas nos contratos antigos?

– sim, tavares!

– e nos novos?

– também, tavares!

– quantas licitações estão esperando aprovação?

– o número, exato, não tenho aqui… ficamos sem internet essa tarde…

– ai meu caralho! e por alto?

– contando com quais?

– como: ‘contando com quais’? contando com as que temos, oras!

– tavares, é que temos muitas, algumas nem passaram pelo processo licitatório, ainda…

– freitas! e os atestados? estão batendo?

– estão, tavares…

– freitas, freitas, freitas…

freitas não estava mais aguentado o calor, o trabalho, o tavares:

– tavares: por quê você não vai tomar no seu cu?

– freitas?

– não, você, tavares! Por quê você não vai tomar no seu cu?

– que isso, freitas? eu te mando embora!

– aaaaah, isso eu quero ver! cuido dessa merda desde que era só essa salinha, agora que a empresa cresceu, continuo sozinho, vendo tudo isso, e aumento? fiz de tudo por essa empresa, sei de tudo que rola por aqui, todas as suas falcatruas e tudo o mais… está um calor do caralho nessa merda dessa sala! me manda embora que você vai ver: vai ficar perdidinho!

– freitas, que isso, rapaz? olha como fala comigo!

– ‘falo contigo’ é o caralho! falo do jeito que eu bem entender! eu quero mais é que você se fôda!

Toca o interfone, freitas atende:

– alô!

– o que é, freitas?

– não estou falando contigo, sua besta! estou atentendo o interfone… ALÔ, PORRA! quem é?

– é o índio…

– abriu?

– abriu…

– então sobe… tô de saco cheio, tavares! se quiser me manter aqui vai ter que fazer por onde!

– te conheço a tanto tempo, rapaz… já fiz tanto por você… isso é jeito de retribuir? quando você reclamou do calor, comprei uma geladeira pra você, um ventilador… você sabia que não tinha condições de comprar um ar condicionado, não é?

– tavares, fiz muito por você também… e isso tem 3 anos, tavares… 3 anos! o ventilador, acredite, derreteu por causa do calor… a geladeira, como não está funcionando, está servindo de arquivo… tem mais de 2 anos isso… você não fez nada…

toca a campanhia…

– você é muito safado, tavares, isso não se faz… ‘peraí’ que vou atender a porta…

aao abrí-la se depara com o índio: cabelos longos e escorridos, um cocá grande, bem grande, com penas longas de arara (azul e amarelo); pintura facial – um risco do meio dos olhos até a ponta do nariz, em vermelho, e 3 linhas paralelas um cada uma das bochechas; um disco de madeira nos lábios, um colar de sementes e dentes de jacaré, sem camisa, uma tanga, descalso, segurando uma lança em uma mão e um envelope na outra:

– ‘táqui: documento!

freitas olhou-o de cima a baixo… retornou o olhar…

1 segundo foi o tempo para isso…

pegou o documento, agradeceu com a cabeça, fechou a porta e continuou:

– porra, tavares! eu quero um aumento e uma sala maior! se eu sair dessa empresa você está fudido, entendeu? FU-DI-DO! é melhor você me ouvir, porquê senão…

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O camara Jhon Bermond chegou a ilustrar este conto pra mim, mas não teve tempo de colorir (parece que ficou tomando raio na Pedra da Gávea, algo assim). Como há muito não postava nada assim, não consegui esperar, mas se ele o fizer (após se recuperar do choque), coloco aqui e aviso.

23/03/2010 at 09:18 15 comentários

Espaço democrático… #3

A data de ontem cravou 6 meses que a autora desse texto participa presencialmente da minha vida. É a maior alegria que um homem pode ter na parca existência por esse mundo.

Futura historiadora, cronista por essência, conselheira matrimonial, e alma de jornalista, essa pequena moça apareceu, chegou como quem não nada queria (e talvez nem quisesse), e quando percebi era tarde: estava tomado.

Tamanha é a admiração que sinto por ela, sua força, sua garra, vontades e perseverança. Uma jovem menina, porém muito forte: me espelho em seus sonhos. O que eu puder fazer para protegê-la e que esteja sempre ao meu lado, farei.

A moça, que leva o nome de uma deusa, de uma cidade, e de uma civilização, é a doce Isis Paris Maia. Ela escreve para os blogues Vamos ao que Interessa! e É Pessoal.

Essa foi uma de muitas parcerias que já fizemos e, que perto das que virão, são poucas.

Já apresentados, conheçam um lado dela diferente do apresentado em seus espaço virtuais:

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“…ainda que tardia”

Por Isis Paris Maia

Antes tudo fazia mais sentido. Eu tinha mais medo, mas também tinha o que e a quem temer.

Agora agachado, nem sei bem para que me escondo. A dor é tanta que os tiros parecem longe, tão qual pelo motivo que estou aqui.

Me vi perdendo um a um, e continuei aqui lutando, pois enquanto tivesse alguém, juntos teríamos forças para lutar. Seríamos vitoriosos.

Sobrevivente, por enquanto eu sou, mas vou comemorar minha glória com quem?

Sempre ouvi o papo furado do livre arbítrio: basicamente é o lema que você faz o que quiser da sua vida.

Bom, eu não escolhi estar aqui, não fiz nada de errado, não me encaixo no “causa e conseqüência”.

A garota não resolveu ser assaltada e ter medo de andar na rua, nem a senhora resolveu ir mais ao hospital do que ao supermercado.

Vejo que o “livre” arbítrio é mais ou menos “você faz o que quer da sua vida, dentro de suas possibilidades, das catástrofes naturais e as do homem”.

Agora eu perdoaria Anna… Agora eu também faria tanta coisa!

Mas eu não posso. Alguém resolveu usar seu “livre” arbítrio para guerrear.

Aparentemente nossos “livres” não estão se batendo: o dele condena o meu.

Então resolvo me entregar, levanto-me e sinto que agora sim, longe desse mundo louco, a decisão é minha.

Estou livre.

19/03/2010 at 08:52 13 comentários

domingo com o inimigo…

após 4 ansiosos dias à sua espera ela chegou: viva, hoje é sexta-feira!

melhor dia para sair, beber com os amigos, ou descansar, não há… em seguida vem o sábado que, seja para fazer coisas que a semana não deixa, seja pra trabalhar meio período, ou dormir feito uma iguana cansada, é sempre um bom dia… talvez por isso, um os dos meus personagens de tirinhas favorito, o garfield, sempre vem à minha lembrança (que a infância de hoje não deve nem saber do que se trata), naquela memorável cena que, abraçado a alguma coisa (ops, nem tão memorável assim), pensa ‘amo sábado!’…

são sempre compridos: se você acorda tarde, fica até depois; se cedo, ou dorme no meio pra aguentar até além do de costume, ou parte para o dos justos… até em períodos de ócio (produtivo ou não), ele consegue ser extendido… é um excelente dia!

como o universo precisa se equalizar, vem o domingo…

saindo cedo de casa, indo pra praia, depois almoçando com amigos, fazendo qualquer coisa de tarde, indo pr’um cinema à noite… ao chegar em casa você se depara com a pior companhia desse dia…

ela está lá, te olhando, pedindo para ser abraçada… você nega… chama para se jogar na cama junto a ela, ficarem balanceando a semana, trilhando metas, ajuste do cronograma… mais uma vez, você nega…

o relógio vai somando 1 até que em determinado momento, seja a falta de alguém, ou uma despedida, ou a falta de uma despedida, você se entrega a pior inimiga dos domingos: a solidão…

mas por quê aos domingos? geralmente por ser o final da pausa do dia-a-dia, que nem sempre é conforme gostaríamos… e voltaremos a respirar de forma mais angustiada, das 8 às 5, sem o valor que merecemos, sem ganhar pelo que realmente gostaríamos, ou por acharmos que esses motivos são válidos (embora nem sempre sejam!)… o maior índice de suicídio são aos domingos, após acabar a revista televisiva de curiosidades e fatos da semana (muitos países tem pelo menos um canal com uma [vejam a precisão da informação!]), quando vazio é tomado e a falta de esparança ressurge…

confesso já ter tentado de tudo: ter me cansado o dia todo, não ter feito nada, trabalhado, enchido a cara [que adiantou, fui dormir cedo e com sono, mas no dia seguinte…], viajado…

dessas andanças percebi que a melhor forma de passar por um domingo sem que a segunda-feira te afete é estar bem acompanhado… e essa companhia pode ser você… estar bem consigo é a melhor maneira de combater a solidão…

para fazer isso não é muito difícil, mas é necessário querer… tendo essa vontade, se reinvente, se redesenhe, renove-se, curta-se, melhore, mude… o lado bom disso? não depende, em nada, de mim: só de você…

então, que tal parar de reclamar e começar essa mudança agora?

16/03/2010 at 14:42 7 comentários

Espaço democrático… #2

O ano era 2001, minha infalível memória não deixa eu me enganar, e conheci aquele rapaz, um moleque na época. Já estava com meus vinte e pouquinhos, e daquele encontro despretencioso sairia um dos maiores apoiadores do meu trabalho: Ramon Ramos.

Ramon é escritor bacharelado no curso de Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem alguns livros ansiosos para publicação, já fizemos umas 3 ou 4 parcerias (e muitas outras surgirão), gosta de literatura africana, fã de U2 e ‘Friends’, e, embora nada diga, prefere quando desenho a quando escrevo.

Para conferir o trabalho do rapaz basta acessar seu site: www.ramosramon.com.br

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Pão-de-ló

Ramon Ramos

àvó C.

A última pétala do teu sorriso

cobriu os muros trajando hera.

Abriu o dorso do tronco liso

e te eternizou em primavera.

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Estância amena, entre dois pólos radicais,

sonhou em corpo, sorriu em face.

Ornava sutileza pelo toque capaz

como se uma flor na abelha pousasse.

.

O tempo lacrimeja por ser vítima,

passivo de seu prévio refém.

Morre estático, quando tu se multiplicas:

floresces vida vivendo em alguém.

.

Respiravas sonho, jardim sem estação,

e num grito cardíaco teu cheiro apagou.

Ontem me foste, por muda de criação;

hoje, enraizado, para sempre te sou.

12/03/2010 at 10:39 3 comentários

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Coração de Poeta


sou só um mensageiro, um profeta, contador de estórias: coração de poeta

twitter…

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flickr...

esperança…