Archive for fevereiro, 2010

Espaço democrático…

Sexta-feira tomando forma e o blogue, aproveitando a levada, apresentando uma sessão nova: Espaço Democrático.

Desde a criação do CDP que um desejo de um lugar onde pessoas poderiam mostrar seus trabalhos, seus produções e afins. Já tenho feito isso ao longo dos tempos, mas não possuia um local específico para isso.

O primeiro texto é de um parceiro novo chamado Jhon Bermond. A minibiografia do rapaz ficará restita em: designer, gosta de vetores e, em 22 anos, seu coração nunca esteve completo (segundo as palavras do próprio).

Criou há pouco tempo (3 dias!) o blog Valete de Copas e você pode conferir seu trabalho no Flickr. Para segui-lo no twitter, seu nome no Grande Pássaro Azul (que te observa!) é @jhonbermond.

Como diria minha doce Isis: Vamos ao que interessa!

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P.S. Acho que eu te amo!

Por Jhon Bermond


Leiam escutando: Joshua Radin – Friend Like You (sugestão de Nanda Corrêa)

Como está tão fácil dizer isso hoje né? Ah! Mas espera, falar não quer dizer que você sente isso, certo? Escuto, vejo, leio, percebo isso tudo hoje em qualquer lugar, a qualquer hora e parece tão natural que às vezes não faz mais sentido como antigamente. Nossa, sempre quis dizer isso, até parece que somos velhos, né? Mas sempre tive dificuldades de falar esse miserável verbo, que já me tirou tantas noites de sono, tantos litros d’água e tantos chocolates.

Vou ser sincero com vocês: nunca na história desse país, eu disse “eu te amo” verdadeiramente para alguém! Ah não! E seus pais, irmãos, família? Esse amor é diferente, meu caro amigo, esse amor é que nos transforma, minha cara amiga.

Certa vez, uma certa amiga disse o seguinte pra mim: meu namorado nunca me diz eu te amo , e sim eu te adoro, talvez seja porque ele sempre termina o namoro quando as coisas começam a ficar mais sérias, isso é trauma né?

Olha o outro lado da história, “mas vocês estão apenas seis meses juntos, o amor chegará, ainda está na paixão”.

O amor é maior que o afeto, que a paixão e o romance. Paixão e romance diminuem com o tempo, o amor verdadeiro, não.

Pra você começar a amar alguém, ou alguma coisa, primeiramente você precisa se admirar, se valorizar, se respeitar e se amar. Não adianta querer compartilhar um sentimento cujas propriedades não conheça. Exemplo: você não recomendaria um perfume pra alguém sem antes ter usado. Bem, é um pouco parecido, apesar que o perfume mexe tanto com você quanto o amor, mas com um gostinho muito melhor.

É isso que faz a diferença, ter amor próprio.

Em meados de 2009 comecei a me interessar pela filosofia budista, a meditar por alguns minutos todos os dias e focalizar a energia para o bem espiritual, além da higiene mental e física. Você se sente renovado e pronto para achar as respostas de todos os seus problemas e o mais importante, manter sua autoestima perfeita.

A partir daí, creio que saberá controlar todos os seus sentimentos e ter amor por si próprio. É claro que há outras formas de se buscar isso.

“O amor é fogo que arde sem se ver (…) sem amor, eu nada seria” nas palavras do apóstolo Paulo, do soneto 11 de Camões e do arranjo da Legião Urbana.

É preciso redescobrir o amor, mas antes, valorizar esse sentimento que tende a ficar mais generalizado. Só digam “eu te amo” se sentir isso verdadeiramente dento de si.

“Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo”, Pitágoras.

O psicólogo David Richo escreveu em um livro: nós nos sentimos amados quando recebemos atenção, aceitação, apreciação, afeto e quando nos é permitido ter a liberdade para viver de acordo com as nossas necessidades e desejos mais profundos. Ele chama esses comportamentos: Atenção, aceitação, apreciação, afeto e autorização, de os cinco “as” que tornam as palavras “eu te amo”, verdadeiras.

Existem 5 tipos de amor: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor a vida.

Dentre os 5, dificilmente o físico e o platônico irão acontecer (verdadeiramente) em sua vida. E se você acredita e sente que fazem parte da sua vida, agradeça a Deus e parabéns, você é uma pessoa completa!

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Essa foto fui eu que tirei e, por consequência, editei. No conto ela representa os cordões, um acha que ama o outro. O casal eu tenho certeza.

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26/02/2010 at 13:36 15 comentários

bandeira branca, amor…

17/02/2010 at 20:08 9 comentários

‘me conta agora como hei de partir…’

produzindo 'eu mando a tristeza embora'...

de certa forma, falar de despedidas é uma coisa fácil para mim… pelo simples fato de odiá-las…

este blogue foi palco constante para o tema… o difícil é encará-las…

peguem este exemplo de extrema simplicidade: um amigo/parente vai passar uma semana na sua casa e durante essa estadia vocês se divertem horrores, todas as noites antes de dormir preparam diversas guloseimas, trocam experiências, conversas, vivenciam histórias… ok, a semana acabou! um abraço e até apróxima?!

não sei, não sou frio a esse ponto! e estamos falando de um parente, de um amigo…

tudo bem que não sei me despedir de amigos muito queridos em um chopp… quem já se arriscou a essa proeza sabe disso… sou sempre o último a ir embora… após deixar todos em seus pontos, me dirijo à banquinha de chopp/cerveja mais próxima e tomo a minha saideira do dia… de certa forma me conforta (não o álcool, mas ficar um curto período com meus pensamentos) e consigo voltar pra casa… para ficar só, de novo…

a solidão não me incomoda… embora às vezes não pareça, sei conviver bem… o que não me conforma é estar em companhias de extrema agradabilidade e ter que deixá-los para ficar só… isso não me convence… não adianta…

mas o sol, que nasce para todos, tem que ares gracejar, não dá para prolongar o prenúncio da solidão e, lembrando um soldado que perdeu a batalha, volto para casa… mas a guerra continua!

vejo um futuro próximo, onde tudo se acertará, não mais precisarei me despedir de queridos, nem voltar para casa e dormir ao lado do vazio… como? que graça teria se soubesse disso?

isolado é um anagrama para solidão… curioso…

e por quê se despedir de certas pessoas é tão ruim? como ‘é impossível ser feliz sozinho’, ao dizer dar tchau a alguém(éns) que te completa(m) – sejam amigos, amores, familiares – o reencontro com o seu ‘eu’ é sentir a falta da(s) união(ões) perfeita(s)… depois de certa idade, não temos mais paciência para os desiguais (sem preconceitos, até porque ninguém é igual), aceitar as diferenças acaba sendo uma tarefa, acredito, mais difícil… fazemos, claro, talvez por política, mas é complicado… preferimos, mesmo que com todas as diferenças, as pessoas com as quais nos identificamos, daí o que denomino ‘igual’ – aquele que tem afinidade com nossos pensamentos, mesmo que discordando…

então, se um ‘igual’ está indo embora, ou vendo você partir, como, como se simples fosse, deixá-lo partir?

eis mais uma questão para ‘as grandes dúvidas da humanidade’…

Uma vez encontrei minha grande amiga-irmã N01.1 numa rodoviária de um Estado diferente (o único momento de nossas vidas que nos cruzamos fora do lugar comum) e ficamos juntos por 6 horas – o tempo da viagem. Dormi loucamente nesse período, não aproveitei sua companhia (nem ela a minha), mas foi prazeroso ao máximo viajar com ela. Hora de ir embora: acham que foi fácil me despedir?

08/02/2010 at 13:01 6 comentários

somewhere beyond the cosmos…

Não desejo ser alarmista, pessimista ou anunciante de um mau presságio, mas sinto o dever de divulgar: o mundo está mudando.

Mesmo que esse ‘mundo’ seja o meu.

Pretensioso, não?! Chuvas, terremotos, abalos naturais, e eu pensando em meu futuro.

Uma das muitas formas que este blogue tomou ao longo do ‘1 ano’ foi a de, mesmo sem querer, falar de seu autor: divagar sobre alguns aspectos da vida (global e pessoal) e sua visão sobre os fatos,  divulgar alguns trabalhos feitos pela simples vontade de se expressar (sejam palavras, desenhos, ou o que fizesse – e fizer!), alguns contos levemente adocicados pelo humor, encontros e desencontros, desejos e amores, frustrações e reclamações (graças a Alguém, pouco feitas), críticas (geralmente) positivas, e o rumo que este ‘comandante’ pretende tocar.

Este janeiro último foi de extremos. Minha vida – alguém que faz de tudo para manter o bom humor, olhar as adversidades de forma positiva, move o impossível para o bem de seus próximos – virou um completo caos!

Parece mesquinho, pois em meio a doentes terminais que não sabem se vão chegar ao próximo dia (ou minuto), pessoas que perderam suas casas e seus bens devido a manifestações naturais, guerras sem propósitos, injustiças e violências, estou a ficar preocupado comigo: um cara perfeito – mãos, braços, pernas e cabeça, fortes – que de certa forma não há do que reclamar.

Ontem uma amiga disse: você já parou para pensar que essa virada pode ser o fruto de alguma coisa boa?

Não acredito em destino (um filho-da-puta, isso sim!), nem no acaso, como costumo espalhar: o mundo é uma coincidência, tudo há um porquê. O universo é matemático e a equação precisa se equilibrar.

Determinadas situações não têm explicações e pensar sobre elas só nos traz preocupações. Alguns ‘porquês’ não precisam ser esclarecidos, apenas vividos.

Independente de qualquer rumo que tudo possa tomar, os fatos passados (seja de quando eu tinha 16 ou 26) tiveram um motivo, e cabe a mim saber levar a frente; interpretá-los. E quanto a resposta da pergunta dela: sim! Já parei, inúmeras vezes, para analisar isso.

‘Cantando eu mando a tristeza embora!’

Portanto, neste meu ‘Ano Novo’ – breve explicação: não estou contando este mês de janeiro como fazendo parte de VinteDez, ele está num buraco atemporal que me serviu para abrir os olhos e pensar o que realmente quero da vida: meu ano começa hoje! – estou recuperando o bom humor, que é algo que não pode, nunca, me deixar! Como continuar sendo bobo se perdê-lo?

A esperança, vontade e desejo, não podem, nem devem, morrer, nunca! São, junto as minhas paixões, meu combustível. Vivo para amar, fazer rir, fazer o bem, desejar o melhor, almejar uma vida próspera, fazer o necessário para manter a satisfação aos que me cercam, pois, sem eles, ‘eu nada seria’.

Para onde os ventos vão me levar? Vamos aguardar… Existe um lugar me esperando, somewhere beyond the cosmos

Obs.: Pra quem não sabe, estas nuvens são de um ‘ensaio’ que fiz. Clique aqui para ver.

01/02/2010 at 10:20 8 comentários


Coração de Poeta


sou só um mensageiro, um profeta, contador de estórias: coração de poeta

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