Archive for fevereiro, 2009

até que não seria uma má idéia… mas não por agora…

Feitinha pro Poeta
Composição: Baden Powell / Lula Freire

Ah! Quem me dera ter a namorada
Que fosse para mim a madrugada
De um dia que seria minha vida
E a vida que se leva é uma parada

E quem não tem amor não tem é nada
Vai ter que procurar sem descansar
Tem tanta gente aí com amor pra dar
Tão cheia de paz no coração

Que seja carioca no balanço
E veja nos meus olhos seu descanso
Que saiba perdoar tudo que faço
E querendo beijar me dê um abraço

Que fale de chegar e de sorrir
E nunca de chorar e de partir
Que tenha uma vozinha bem macia
E fale com carinho da poesia

Que seja toda feita de carinho
E viva bem feliz no meu cantinho
Que saiba aproveitar toda a alegria
E faça da tristeza o que eu faria

Que seja na medida e nada mais
Feitinha pro Vinícius de Moraes
Que venha logo e ao chegar
Vá logo me deixando descansar

27/02/2009 at 16:51 Deixe um comentário

a idade da boba…

até que o pensamento de mauro roberto, supostamente, estava certo… porém, o comportamento de lira, não…

ele acreditava que ela, pela idade, fosse ser madura, estável emocionalmente, bem resolvida; uma mulher que sabe o que quer! ledo engano… tirando os 12 anos a mais, era exatamente como as mocinhas da idade dele (sinceramente, talvez pior)… e era engraçado para mauro, ele é que parecia o coroa da relação… em todos os sentidos, até aparentava ser mais velho…

sabia exatamente o que queria, prestes a fazer 30 anos, preocupava-se com sua profissão, em consolidar trabalhos que teriam mais a ver com sua personalidade… não ligava de ainda morar com sua mãe… ela não se metia na sua vida, nem ele na dela, dividiam as contas do apartamento e ficava tudo na santa paz…

lira, por outro lado, mesmo morando com seus pais, no auge de seus quase 40 anos, estava mais preocupada em arrumar um namorado e ter alguém para esquentar a sua orelha nos finais-de-semana ou, grudar suas ventosas e não dar espaço para mauro se mexer…

bobo que não era, resolveu ser sincero desde o início:

– lira, sinceramente, este não é o meu momento de namoro…

– tudo bem, eu aceito! mas quero que você saiba que quando eu estou com alguém eu estou com alguém!

– ah, tranquilo… mas namoro eu não quero! não estou em momento de me envolver e desprender tempo só pra ficar deitado numa cama, comendo biscoito recheado e não fazer as coisas que eu realmente preciso fazer…

– não, não tem erro… mas qual a diferença de namorar ou sair sem compromisso?

mauro, nessa pergunta, já havia compreendido quais eram as intenções de lira, que, achando que tiraria da cabeça do rapaz a idéia de ficar solteiro, tentava, de todo jeito, mostrar a ele a não-diferença de ter um rótulo ou sair com uma pessoa apenas…

‘por que o título de namorado é tão importante para a maioria das mulheres?’ – pensava – ‘qual a diferença de ser namorado ou sair apenas?’, ‘necessita desse rótulo?’, ‘sei que não sou o único que sofro desse mal, amigos meus também passam por isso, mas só por quê somos atenciosos?’ – sim, mauro o era… e bastante, talvez esse fosse seu mal… mauro continuava a pensar muitas coisas – ‘será que mulher só gosta de cara filho-da-puta? sim, porquê aí sim ela num vai querer namorar… tirando isso, tem que ser MEU!’

após muito pensar, lira ligou para ele, bater um papo amigável… e lá veio mais cobranças…

– cara, quando eu tô com uma pessoa, eu tô com uma pessoa! – dizia ela de 5 em 5 minutos…

ele não conseguia entender o porquê de tanta afirmação, ele era um cara, podemos dizer, fiel… porém, lira, do alto de sua insegurança e neurose achava que ele comia todo mundo, queria pegar meio mundo… não se sabe se isso é fruto de péssimas relações anteriores, baixo auto-estima ou se era chata e grudenta mesmo… talvez um misto disso tudo… mauro não aguentava mais… feriu o orgulho da moça…

um dia, porém, menos de uma semana da última conversa em que resolveram que não sairiam mais, eles se encontraram na rua, estavam indo pra praia, cruzaram-se em pleno calçadão… ela falou com ele, com o grupo dele e ficou perto até o grupo dela chegar… bateram um papo… no meio da conversa mole, lira diz a mauro que o ‘peguete’ dela estava por chegar… mauro ficou pasmo (na verdade, cagou baldes) com aquela atidude, afinal, não era ela que ‘quando estava com alguém estava com alguém’?

foi então que mauro, que já estava à procura de uma pessoa interessante para sair algumas vezes, se tocou: ‘tenho que conhecer melhor as pessoas antes de iniciar qualquer coisa, caso contrário, só essas desinstabilizadas vão aparecer na minha frente’… percebeu que estava: a) ou sendo estepe / b) ou sendo vítima do desespero e despeito de uma pessoa que estava afim de outro, que andava solenemente pra ela / c) as opções anteriores mais o fato de ser tão grudenta que ninguém aguenta – e não parava de pensar – ‘pois é… tem que mostrar que há alguém que a queira… tadinha…’

mauro continuou a tomar sua cerveja e ficou pensando o quanto as coisas, pros outros, são difíceis, o quão infelizes os outros são e o quanto tinha sorte de ser um cara tranquilo, que sabia o que queria e que pessoas babacas continuariam a aparecer na sua frente, e o que ele pode fazer para que isso não aconteça? exatamente nada além de continuar a beber a sua cerveja… mas ‘peraí’… tem uma pessoa muito interessante ali do outro lado da rua…

e lá foi mauro puxar conversa com ela… quem sabe no que vai dar?


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26/02/2009 at 16:54 Deixe um comentário

kit kat

bom, nada a ver com nada, mas o estagiário preferido do escritório de processos trouxe kit kat do freeshop…

é simplesmente o melhor chocolate da face da terra!

26/02/2009 at 14:00 3 comentários

she is my shoo shoo

tava tentando te tirar da memória,
eu sinto saudades suas…

as tardes de domingo não são mais as mesmas,
mesmo as mais atarefadas,
olho e vejo que não estou/sou completo…
,
tento achar alguém bom o suficiente,
alguém que supra o excesso da tua falta…
tento criar pessoas perfeitas,
invento poemas nos quais és minha musa…
alguém um dia tentará tomará seu lugar…
ninguém será como és:
alguém que não é você!


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25/02/2009 at 02:42 Deixe um comentário

lo splendore del trovatore

ih, olha que engraçado:
é um texto rimado,
de sílaba igual deste lado.

mas porquê um texto assim,
de final igualzim igualzim,
seria melhor para mim?

se for você um leitor,
pra que ler sobre a dor?
melhor falar de amor.

ah, amor é uma balela!
mete a cara na janela
e grite para ela:

ei, moça bonita,
você é uma pepita!
vamos tomar uma marguerita?

se ela topar,
não vá com ela se casar,
o negócio é zuar, zuar!

ôh, meu rapaz,
pensas assim ser sagaz,
no final não terás paz.

no início é: ‘meu querido’;
em seguida: ‘namorido’,
no final, tu ‘tá ferrado (ué, não rimou)!

pensas que enganar mulher,
algo fácil é:
ela fica no seu pé.

ser esperto na verdade,
não te traz felicidade,
se for tudo vaidade.

dizer que comeu aquela ali,
ou essa daqui,
duvidam se elas vêm a existir.

então, sua anta:
para com isso e não garanta
uma fama de garganta.

ame uma de cada vez:
uma, duas ou três,
pra fama não virar freguês

se tem várias mulheres,
comes com vários talheres,
mas não fazes o que queres.

esse foi o meu conselho rapidinho,
vou parar de falar rimadinho,
afinal, ‘tô parecendo um viadinho!


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20/02/2009 at 15:36 1 comentário

para minha priminha…

pra minha priminha… tinha um horrorosoo por baixo (como foi eu mesmo quem o fez, posso falar mal)… foi pintado de branco e pintado por cima… minha priminha sabe da história dele… hehehe… da triste história dele (ou nem tão triste assim)…

e eu vi essa menina nascer… tá com quase 18 anos…

19/02/2009 at 21:06 5 comentários

saudades do passado…

um dia eu acordei e vi o quanto havia perdido na minha vida…

vi que a mulher com a qual eu me casei, que era linda, esbelta, bonita, já não era mais a mesma…

passávamos horas e mais horas conversando, saíamos para vários cantos, conhecíamos lugares e mais lugares, mas depois, com o tempo, mal nos olhávamos, resumíamos tudo em um simples e mal balbuciado ‘bom dia’… o mesmo tempo que faz milagres, também tem o poder de fazer a mesmice…

outrora bela, me fez muito feliz, tinha metade de seu tamanho atual… costuma falar-se por aí que a maternidade muda, e muito, uma mulher… e é verdade…

lembrei que em meu tempo de jovem, não existia celular, tv de plasma, full hd, lap top, internet e nem todos tinham computadores em casa, quanto mais vários aparelhos televisores espalhados pela casa… e em cada aparelho haviam apenas 6 canais… era o que bastava…

se acaso não atendesse meu telefone celular (que não possuia), ninguém pensava que havia sido sequestrado, acidentado ou morto… viajava, me metia em cada buraco e todos sabiam que eu estava bem… não precisava ligar para avisar nada…

olho pra trás e estou cansado…

não tenho mais o vigor da juventude…

faria diferente…

maurício, 29 anos, engenheiro civil…


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18/02/2009 at 14:23 Deixe um comentário

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