Archive for janeiro, 2010

o estudo de um trabalho colaborativo…

Quando e como eu conheci a Nanda Corrêa vocês sabem, não? Após ela fazer um trabalho em colaboração (conhecidas por aí como collab) com o Sassá, fiquei a desejar o mesmo, porém, sei das minhas limitações com desenhos e conhecem perfeitamente as que ela não tem.

Como farei uma collab com ela?

Os deuses me ouviram e, após ela ler o meu conto sãocormidaminhão, me fez um pedido:

– Johnny! Posso ilustrar um conto seu?

E como negar um pedido desses?

Começamos, de certa forma juntos, a escrever e desenhar (eu no teclado, ela no lápis) e a pensar como seria… Bom, as definições não estão prontas, mas, parte do estudo eu publico aqui. Segue o desenho que foi inspirado no texto, que vai mais abaixo, que foi inspirado no desenho, que está acima, que foi inspirado no texto, que está abaixo, e por favor, não me mandem tomar. Esperamos que gostem:

Despertou.
O sol lambia o horizonte, imóvel.
Sua memória lhe confundia. Não lembrara ter adormecido.
Que lugar era aquele? Recorria a momentos anteriores ao sono.
Nada!
Estranhamente sentia-se leve, possuída por paz.
O sol continuava.
Levantou-se. Lembrar era um ato falho.
Desconhecia suas vestes. Desde quando?
Procurou ao seu redor.
Mas o que? Contemplou a beleza de onde encontrava-se.
Campo aberto, cores naturais: sempre sonhara em conhecer um lugar daqueles.
Seus sonhos se fundiam junto a realidade.
Viver aglomerada em meio a tijolos, desconhecidos e concreto chupava-lhe os pensamentos.
Queria uma fuga.
Onde estava? Não obteria resposta.
Lembrou-se dele. De seu penúltimo encontro.
Ao menos uma lembrança.
Pôs-se a caminhar. Não podia fazer outra coisa.
Sentar e chorar? Dessa vez, não.
Silêncio. A todas as belezas do mundo estão na íris de quem enxerga.
Por quê achar que é um lugar cruel?
Sentiu o brilho que ele, na última vez, não mais o tinha.
As rugas de suas bochechas haviam sumido.
Caminhando ficou. Só ele em memória.
Onde estava, como foi parar ali, porquê estava lá, ou que roupa era aquela: não mais importava.
Queria ter dito. Ter feito. Ter vivido. Ele não quis.
Mas como saber?
Se desejava, não voltou para dizer.
Perdeu-se no espaço/tempo.
Ele não pôde.
Havia um ano. Não digeria sua partida, dividiu-a.
Metade desejava ir, a outra, nada queria.
Sentou-se, mas prometeu a si: sem lágrimas.
E assim ficou…
As memórias estavam vivas: o perfume, as mãos, a barba por fazer; a luz.
‘Por que perdera o cintilante de seus olhos?’
Clareza de consciência. Quando um ‘até breve’ se torna um ‘adeus’?
Mentira para si e, aos prantos, desmoronou.
Um ano. Passa rápido se olhar pra trás.
Nada faz sentido. Triste partida. Forçada.
Sem esperança de reencontro.
Logo eles, que iam recomeçar; retormar de onde haviam parado.
“Que horas devem ser?”.
Estava sem relógio. Tinha que tomar seu medicamento.
Passara a usar remédios. Não suportou a dor.
Perder sem ter. Ansiava por uma outra chance.
Desconhecia o ‘como’.
Sonhava? A lógica era clara.
Já teve sonhos reais. Muitos.
Sempre o mesmo. Incessante.
O último ano fora assim.
Que estava à espera.
E todos terminavam iguais:
Quando o vulto ia tomando forma, acordava.
A sensação era a mesmo.
Ficou a esperar.
Sonho dentro de sonho?
Improvável. Não importava.
E inerte continuou. Esperando.
Se a linha fosse a mesma, logo viria.
Em campos claros, primeira vez. O palco era sempre urbano.
Tomou consciência. Era só aguardar.
Olhou para o sol.
Sorriu.

Ainda inacabado, esperamos que gostem de tudo! E como será no final? Aguardem…

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26/01/2010 at 13:19 10 comentários

parênteses…

como já deveria ter feito há algum tempo, cá está…

quando namorava a Isis (Vamos ao que interessa! e É pessoal), ela cismou que iria achar a tradução, em outras línguas, para a palavra saudade (que era [não nego que ainda sinto falta] uma constante em nossas vidas) e, segundo ela, achou! em russo! mas achou…

e eu teria que postar essa frase que segue abaixo (as palavras que a própria pedira):

Hoje, minha namorada Isis, descobriu a tradução da palavra saudade, quebrou um tabu nacional, eu apostei com ela que estava errada, não estava, eu disse que era coisa de quem não tinha o que fazer… Estava errado. Minha namorada quebrou um tabu nacional. E eu nem apoiei

bom, não sei russo, logo, sem desmerecê-la, creio que esteja certa… como era uma aposta, tinha que cumprir com a minha palavra e, cá estou eu fazendo…

sem mais…

26/01/2010 at 08:41 5 comentários

rir pra não chorar…

quando comecei a escrever neste blogue, nunca desconfiei que ele poderia ser a porta para várias coisas que já me aconteceram…

estava relendo o post de comemoração de um ano e (re)fiquei emocionado com tudo que me foi proporcionado desde sua existência…

meio mal feitinho, eu sei, mas foi o que consegui fazer rapidinho (é um .gif animado, mas no blogue não funciona, só clicar em cima que dá pra ver)...

mas este ‘coração’, que continua pulsando, anda triste… não vê solução para os problemas que surgiram, e anda cabisbaixo, parado… está a mais de uma semana fazendo um desenho (e provavelmente ficará mais uma – ou quantas forem necessárias – o desenho foi iniciado em setembro, mas ficou parado até semana passada), não está satisfeito com os fatos que andam acontecendo e está afim de mudança!

quer mudar… não sabe como nem o que, mas quer! parado não pode ficar… mas não está fácil, sabe? toda a perfeição foi abaixo…

aprendam algo que eu já sabia e, mesmo assim, não fiz como deveria: se você está bem, guarde pra você! não saia por aí falando a todos que está bem, que está assim ou assado…

o geral é que as pessoas não gostem da felicidade alheia, e vão colocar o olho, tudo vai desandar… sempre foi assim!

tudo que é muito perfeito tende a terminar de forma nada agradável… o que fazer? não deixe o pior tomar conta de você ou da perfeição… resolva da forma que julgar ser a melhor, não deixe nenhum sentimento ruim imperar e, pela primeira vez eu falo isso aqui, reze… pois é… reze, faça uma prece… não precisa ser nada ecumênico, apenas faça uma oração, peça que o universo te retorne com umas resposta, do que pode ser o melhor…

a solução que o problema é tomado pode não ser a melhor, mas, o tempo (tempo, tempo, tempo), um safado tão filho-da-puta quanto o destino, faz perceber se foi a certa…

e não adianta ir contra ele… tudo tem seu tempo… o que fazer? aceitar e levar da melhor forma… como vou fazer isso? não sei , mas, de cara, junto à Cartola, rir pra não chorar…

18/01/2010 at 14:04 7 comentários

Coração de Profeta…

Inicio, com esse texto, uma nova seção: Coração de Profeta.

Ilustração antiga, feita para outro fim, mas, como não deu em nada, aproveito-a para esta seção

‘Estranhos são os caminhos do Senhor’. Inúmeras foram as vezes que ouvimos essa frase. Pense bem: ‘estranhos’ ou, de certa forma, não fogem ao óbvio?

Alguns trabalham com ‘luz’, outros com ‘anunciações’, ‘visões’, porém, acredito que a lógica seja a mãe das previsões.

Falando nelas, eis uma, para tempos à frente:

Profecia I
E ele apareceu e desapareceu, como se não houvesse corpo material,
Dentro do órgão, objetos explosivos foram implantados,
À distância foi acionado, e tudo, pelos ares foram
Milhares sofrerão inúmeras perdas

E, daqui há anos, serei interpretado como um profeta?

Qual tal pensarmos além, com lógica, olhar fora do perímetro de nossos olhos, ir depois da fronteira dos sentimentos e que o limite não seja nosso apego?

É mais fácil que o que aparenta ser.

Muitas vezes já fui chamado de alarmista, ‘sem coração’, frio, por, em determinados assuntos, não colocar sentimento algum, e externar minha opinião. Acreditem: o que os fatos futuros mostraram a quem duvidara?

Aprendi, ao ver os fatos dessa forma, que só muda quem não tem medo. Você pode querer, ter vontade, mas se ainda tiver medo (seja do sucesso, do fracasso), além de não mudar, ainda atribui um adjetivo à sua personalidade: fraqueza.

Sim! Os fracos têm receio do novo, do incerto e, talvez a pior parte, do sucesso alheio! São eles os maiores culpados pelo seu (amigo leitor) insucesso/fracasso. Sabe aquele ‘colega’ de trabalho que, quando você menos espera, te dá uma ‘pernada’? Fraco. Sabe aquela pessoa querida que, por medo, faz o que não é certo e te prejudica? Fraca.

Exclua-os (os fracos) da sua vida! Sejam eles seu melhor amigo, seus pais, seu chefe: não tenha fracos ao seu redor, afinal, o maior sofredor é quem os mantêm a volta: você.

Isso não é uma profecia, apenas a realidade, porém, chame como quiser.

OBS.: Essa não é a ilustração que, ontem, eu estava tuitando, dizendo que fazia uma e bebia vinho, porém, inicia-se hoje, também, além da nova seção, uma Era de Contos Ilustrados (seja ilustração, foto, desenho, foto-montagem, colagem)

13/01/2010 at 10:18 5 comentários

indubitavelmente e epigastralgia…

Como eu gostaria de saber rimar!
Rimar para viver,
Mas Deus um dia irá me dar,
Esse dom de saber escrever.

Rimar para falar do mar,
Do céu, do sol, da lua,
Do calor que meu corpo emana,
Quando te vejo nua.

Rima rica, rima pobre,
Ou qualquer classificação,
Não perdendo a beleza,
Que vem do coração.
(‘ÃO’ – Pior rima da língua portuguesa!)

Seja tarde, cedo, noite,
Seja de madrugada, seja dia,
Rimar indubitavelmente,
Ou epigastralgia.

Ser poeta não é fazer versos,
Não é escrever, não é rimar:
É olhar a sua volta,
Reconhecer quem se deve amar.

08/01/2010 at 14:55 5 comentários

Previsões para vintedez!

E como já está se tornando um clássico neste blogue, todo ano faço as previsões para o próximo. Pode parecer cara-de-pau dizer que é um ‘clássico’ por este só ter um ano, mas, assim começam eles – fico a imaginar, em 15 anos, por exemplo, meus tantos leitores (e não-leitores, também) a conversar, pelos bares ‘puxa! Você já viu? Sairam as previsões do CDP pra esse ano! – Sério? Vou correndo, ler!’.

E não são muito diferente das do ano anterior, verdade. Mas são complemento, pois, do jeito que foram, serviram, logo, não pretendo deixá-las de lado:

Se um dos lemas (redundante) de 2009 foi ‘Não tolerar o intolerável’, um dos mais fortes de vintedez (mais a frente falarei sobre a origem dessa sigla) não será uma frase, e sim 3 palavras-chave: paciência, empenho e equilíbrio

Continuar plantando: sempre é bom, nem retiro da listinha

Se não estou afim de fazer, não farei: e ponto! Nada me fará mudar – pode me chamar do que quiser

Terminar as coisas começadas: tudo o que, sozinho, foi começado no ano passado, até o meio deste será concluído – e com maestria (por mais presunçosas que essas palavras possam parecer)

Eu posso!: Tudo. E ponto. É só ‘tá afim.

Aceito desafios: e por quê não? Salvo os que não estou afim de fazer

Melhorar o que já sei fazer: e, obviamente, aprender o que não sei – e chegar ao ponto máximo; nível de excelência pro

Continuar sendo político: e mais amável, menos rígido – tentando (sempre) a aceitar as diferenças

Fazer mais: e mais, e mais, e mais!

Cortar o que, e quem, for(em) necessário(s): simples assim – não está fazendo bem: corta / não está indo conforme os conformes: corta / não é assim: corta / E sem mágoas, nem choro – É difícil, mas, verdade

Tirar mais tempo para mim: ver um filme, ler um livro, ficar de papo pro ar

Falar menos de vida pessoal: acredito que tenha, em certos momentos, confundido o objetivo deste blogue com a minha vida, claro que conta para o conteúdo apresentado, mas certas nuances e intimidades não precisam ser divulgadas, logo, posso fazê-lo com mais qualidade e apresentar um conteúdo mais bacana, menos eu, e sim, mais meu trabalho

Retomar (quem sabe?) velhas parcerias: sejam amigos, seja o que for – se deu certo antes, o que impede que dê agora?

Equilibrar: importante

Paciência: necessário

Empenho: fundamental

Neste ano as ‘previsões’ foram mais secas e ríspidas e rígidas e diretas e menos blablablá. Mas não menos carinhosas que as do ano passado e nem deixando de pensar em mim (e em você, claro – caso contrário não divulgaria, seja pra conhecer mais de mim, seja pra tirar alguma para si [por sua conta e risco!]), apenas um ‘roteiro’ de como deverei agir ao longo de vintedez (expressão essa que começou em 2006, o ‘famoso’ projeto vinte-zero-meia que em nada deu porque ninguém se mexeu).

As metas já foram traçadas, os rumos tomados e os objetivos já, já, serão alcançados, disso eu sei (desculpa, de novo, a presunção), mas em meio a isso, muitos amigos continuam a ser cultivados, muitas parcerias bacanas acontecerão e, mais importante de tudo: você, leitor, meu amigo, só terá a ganhar! A aspereza das palavras foram para mim, você só tem a ganhar com a minha amizade (os que já são sabem disso – sorry again!), pois não penso em egoísmo, mas sim, quando almejo uma melhora, creio que sirva também para os que me cercam e, se de alguma forma eu cresço, por tabela, os a minha volta, idem.

Finalizo com as palavras do mestre (Chico) e desejo a todos um excelente vintedez e que venham as parcerias, as colaborações, os contos, as melhorias, o novo layout, as novas seções, as fotos, os desenhos, as pinturas, as camisas, os tênis, os filmes e tudo o mais! Viva vintedez!

Retrato em branco e preto
Tom Jobim – Chico Buarque

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Puxa, mas essa música não é pra cima! Gente, vamos inverter, inventar, revolucionar!

05/01/2010 at 15:12 2 comentários


Coração de Poeta


sou só um mensageiro, um profeta, contador de estórias: coração de poeta

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