Archive for junho, 2009

eu quero um samba!

este vídeo é parte integrante do DVD Chico ou o país da delicadeza perdida (muito bom, por sinal) e essas crianças sambam para pênis (linguagem técnica)!!!

vale muito conferir, sem falar na música… sensacional!

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30/06/2009 at 03:08 3 comentários

operador de cobrança…

o prefeito do rio quer tranformá-lo num pólo de telemarketing, isso me lembra um fato que talvez poucos saibam: já fui operador de cobrança (leia-se: atendente de telemarketing).

Basicamente era assim: ligava para o cliente que estava, nem sempre, devendo a loja, conversava sobre o débito, das vantagens da efetuação do pagamento (tínhamos que explicar que era importante a ‘realização do pagamento’) e que o crédito dele com a loja era importante para feitura de compras posteriores, que ajustando a situação perante a empresa não estaria apenas ‘limpando’ o nome, e sim, cumprindo seu dever diante à sociedade.

Um blablablá safado…

Era engraçado receber cantadas via telefone. Quem já falou comigo por essa via consegue imaginar o que onde estou querendo chegar. Dizem as línguas, de todas as qualidades, que possuo uma voz imponente, boa oratória, precisão e firmeza. Penso ser balela, que quem me fala isso, ou tá me gozando, ou está me ‘dando mole’. Creio falar mal, sem articulação suficiente e não gosto da minha voz fora da minha cabeça.

A verdade é que, por mais sacal que o trabalho fosse, era divertido. Ligávamos para a casa do clt (o famoso cliente, na linguagem da área) e seguíamos um roteiro:

– Bom(oa) dia/tarde/noite, poderia falar com o Sr. Fulano? É ele? Sr. Fulano Cicrano da Silva? Bom dia, Sr. Fulano Cicrano da Silva, quem vos fala é (meu nome) e eu falo da (nome da empresa), a administradora do seu cartão (nome do cartão) e o motivo do meu contato é sobre uma fatura em aberto desde o dia tal do mês passado no valor de x e o valor mínimo de y (30% de x), gostaria de saber se o sr. efetuará esse pagamento ainda hoje? posso agendar?

As respostas eram as mais variadas, óbvio: quando não diziam que iam pagar (e pagavam ou não), diziam que não iam pagar e ponto(.). Simples assim. O que eram as melhores. Melhor que me mandarem tomar no cu, me ‘fuder’, xingar minha mãe (geralmente de ‘puta’ – chamando-me de filho de uma), enfiar o telefone no rabo, entre outros que a educação não me deixa exemplificá-los(!)…

Após a parte chata(?) vinha a atualização cadastral.

Seria antiético da minha parte falar os nomes dos quais eu já me deparei, mas, ilustrando um fato, com nomes fictícios (o mais próximo do possível real, mas com certeza ninguém vai conseguir adivinhar, nem o próprio), a única vez que não me contive e ri de um cliente foi mais ou menos assim:

Estava fazendo carrapato com minha ‘treinadora’ (era quando colocávamos dois headsets na caixa discadora; um conversava, o outro monitorava), pois havia subido na empresa: do ‘ativo’ (parte do grupo que faz as ligações), para o ‘receptivo’ (a outra parte que é encarregada de receber as chamadas). Meus colegas de trabalho do antigo setor estavam gastando um pouco da inveja de seus corações em minha pessoa, afinal, com (apenas) 6 meses de empresa, havia conseguido um feito(!) que muitos, em 3 anos não conseguiram (e nem iriam). E foda-se também, estava lá porquê era o meu primeiro emprego e não queria aquilo, porém, para a [grande] maioria (de todos os setores de telemarketing do mundo) [não me desfazendo da profissão, da qual, com muito orgulho, fiz parte], aquele foi, é, e será o melhor emprego da vida da classe.  Logo, essa inveja se ‘materializou’ e veio na forma de uma ficha cadastral, a do próximo cliente, onde estávamos, justamente, dando suporte ao ‘ativo’ (onde a situação inversa era o mais comum – geralmente o ‘ativo’ é que suportava o ‘receptivo’, até em gritos de guerra [pasmem-se!], esse grupo adorava gritar para o outro: ‘pede apoio!’). A ligação caiu nas minhas mãos (orelhas) e a ficha se abriu junto a um ‘alô’ feminino, estava instaurada a desgraça:

– Bom dia, senhora!

– Bom dia…

Olho para o nome do cliente e não me contenho… Começo a dar sopros de riso no meio da fala:

– Gostaria de falar com o Sr. Mais…

– Peraí…

Ela foi chamá-lo. Nossa! É verdade, ele se chama ‘Mais’… Vou conversar com um cara que se chama ‘Mais’. A monitora nervosa, eu estava à beira de um ataque de riso. Torcia para ser um ‘recado’ (onde, apenas falávamos para atendesse, o nosso telefone, quem éramos e pedíamos para o titular retornar assim que possível). Mas não, o Mais tinha que estar em casa.

– Pronto! – disse ele, voz firme.

– Bom dia, Senhor Mais? – risos, e mais risos, e mais risos, mas meu áudio estava no ‘mute’ (prática normal entre os operadores, é só reparar: eventualemnte, quando você, leitor, recebe uma ligação, fala ‘alô’ umas 3 vezes, o fone parece mudo, de repente surge um barulho de lugar fechado e ruidoso, uma voz gracejosa [com certeza estava de papo com o colega do lado e te fez esperar por falta de respeito! conheço a classe, ‘o cliente que espere, hum, é mole?!’] e um bom(oa) dia/tarde/noite – o microfone estava no ‘mute’, botão da caixa discadora que corta o áudio para o cliente).

– É ele ‘mermo’! ‘Por’ não?

– É o Senhor (risos) Mais (risos) da (risos) Rocha (risos)?

– Isso, ‘mermo’…

Ora, como ele poderia se chamar Mais?! Desculpem-me os ‘Maises’ (qual o plural de Mais (nome próprio)?), mas ‘Mais’ não é nome? ‘Mais’ é advérbio de intensidade, de tempo, ‘mais’ é pronome substantivo indefinido, pronome adjetivo indefinido, ‘mais’ é substantivo comum, ‘mais’ é palavra de adição, mas ‘mais’ não é substantivo próprio! ‘Mais’ pode ter todos essas classes [gramaticais], mas ‘mais’ não pode ser nome de ninguém. Aliás, não poderia…

– (Risos, muitos e muitos) Quem vos é (risos) [meu nome] (risos e mais risos, o meu, sim, era um nome de verdade) e eu falo da [nome da empresa] (risos, afinal, se ele fosse uma empresa, [exemplo:] a Mais Corporação Ltda., e mesmo assim, com a mania do brasileiro de anglicanismos, provavelmente, Plus Corporation)…

E desliguei.

Estava tentando conseguir levar (viram a construção gerundista que aprendi com o telemarketing?) aquela ligação à frente. Mas não iria.

E quanto a pólo de telemarketing? Sem opiniões à respeito.

Porém (vou deixar o Coração de Profeta falar mais alto que o do [ele diz que é] Poeta), após a virada desse pólo, vou ao título do último livro do Chico (que finalizei essa semana que passou), não adianta chorar.


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29/06/2009 at 12:06 4 comentários

imagem sem barulhos…

esta colagem foi feita para a defesa da apresentação de um poema que um amigo… ah, foda-se! ele me pediu e aí está…

Nota de falecimento:
É com muito pesar que, pela primeira vez neste blog, eu anuncio a morte de alguém.
Muitos não entendem que morte não é, necessariamente, algo ruim, e sim uma transição.
Que Deus vele por essa alma, pois eu já fiz o que podia (e o que não deveria!) e que esteja em um lugar melhor.

1983
† 2009

25/06/2009 at 22:54 3 comentários

o famoso caso do cara que comeu e foi embora…

esse é um conto [de fadas] fictício, de uma situção que nunca existiu e, provavelmente, não virá a…

quando se conheceram na noitada, rodrigo veio à cavalo branco trotando na direção de lara, que estava no balcão pedindo um whisky… pegou-a pelo braço ea  jogou na garupa de seu alazão, onde partiriam a um lugar mais calmo e com bebida mais gelada e em conta…

ao galoparem, rodrigo prometeu-lhe amor eterno, disse frases rimadas sobre a noite, a lua e as estrelas… lara ouvia… e ouviu… a cada palavra proferida, uma gota de paixão caia em seu coração…

ao final da noite lara rendeu-se a lábia de rodrigo e entregou-se aos seus braços… tendo o luar por testemunha, amaram-se loucamente…

ao acordar, lara esperava o café-da-manhã na cama, uma rosa e um bilhete…

deparou-se com metade do dinheiro do hotel na mesa ao lado… rodrigo fora embora… era domingo e ele não queria chegar tarde na praia… lara lembrou-se que não haviam trocado de telefones, e-mails, contatos ou algo que o valha… apenas sabia seu nome, se é que realmente era joão(?)…

ligou para suas amigas e foram comer sorvete italiano à beira do calçadão, lembrou-se da noite do sábado anterior… de seu príncipe encantado… e que, provavelmente, fora morto em combate… não voltaria mais a seus braços…

mas óbvio que sendo um conto de fadas, um cara engana mulher para poder levar pra cama… mas na vida real isso não acontece(!)…


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22/06/2009 at 14:20 5 comentários

sorria – você está sendo filmado…

como ainda não possuo nenhum filme que julgo ser decente (só descente) para mostrar aqui, farei isso com o de um camarada (ou, do meu melhor camarada)… este making of é de um filme feito há alguns anos e, ao longo deles, já mudou algumas vezes de trilha sonorista (?)… a música deste filme é o personagem principal e, com tantas mudanças, ainda não conseguiu ficar pronto (até eu e ele, os não músicos mais talentosos(!) que conhecemos, tentamos)…

Parte 1:

Parte 2:

OBS: A arte da caixa de pizza fui eu que fiz… há anos atrás… ou melhor… o ano era 2004 (eu acho) 2005 [corrigido!]…

19/06/2009 at 00:36 4 comentários

reconhece a queda e não desanima…

13/06/2009 at 15:59 1 comentário

falsas pessoas de plástico…

ouça essa música lendo

O que é descartável para você? Ou melhor: quem é descartável para você? Ao longo de nossas vidas, quantas pessoas conhecemos? Qual o número exato de indivíduos que já passaram por ela, tiveram sua importância, ou não, e, antes que o dia pudesse alvorecer, se foram?

Durante a existência humana, de preferência a sua, kilos e mais kilos de pessoas passaram por ela. E passarão. Basta se lembrar de quantas pessoas fizeram o maternal (pré-escolar ou jardim, como preferir) com você. De quantos se lembra? Com quantos ainda tem contato? Ao passar por eles na rua, reconheces?

Essas pessoas, provavelmente, não tinhas como escolher levar pra sua vida. Um vizinho ou outro que fez escola contigo é provável que, caso não tenham os mesmos interesses e não deem sequência a uma amizade, um ‘oi, oi’ vocês trocam ao se cruzarem.

Mas não quero falar deles, quero falar dos que você escolheu que ficasse. Quantos colegas do seu antigo trabalho ainda manténs contato? E seus relacionamentos (amorosos) antigos? Tens algum contato com eles?

É certo que independente dos interesses atuais, se matens contato, mesmo após objetos voarem junto ao pouco respeito que restava, é porquê algo bom você conseguiu extrair desta relação que o tempo fez questão de desgastar, é maior que as trepadas. Uma cumplicidade mútua toma conta de dois seres que antes eram vistos apenas como dois corpos flamejantes de desejo e apagados com suor.

Vejo problemas, pelo menos na maioria dos que convivo, nos que tratam relações interpessoais como tratam parceiros de chopp (que não deixa de ser uma relação interpessoal, mas creio que vocês me entendam): um companheiro de copo, quando você quer beber, você vai, se por ventura não estás com paciência, fica em casa ou sai com outros ‘parceiros’ e ponto. É simples, você tira o que te serve enquanto está precisando, quando acabar, sem pestanejos, um abraço e tchau!

Não é necessário honra ao se tratar com amigos de mesa de bar (honra à cerveja apenas, não quis blasfemar!), não é necessário palavra, ficamos a esperar se chegam ou não. Simples assim.

Porém (ai, porém), as relações de amizades não podem e não devem ser tratadas dessa forma. Se nos prestamos a ser amigos, companheiros, parceiros ou afins, nos prestamos a ser, viver e conviver com os problemas alheios, que, por intermédio do próprio, passam a ser nossos e buscamos do fundo de nossas entranhas, forças para passar por cima dos nossos olhares e os de outrem.

A fé é acreditar, remover montanhas, e a amizade é isso somada a afeição. Deve exister nas duas ‘mãos’. Quando o equilíbrio não existe, um elo se rompe (nem sempre o mais fraco). Ruptura difícil de soldar.

Se você se presta a uma amizade, viva ela. Não deixe que possíveis fodas a atrapalhem. Caso seja muito necessário, exponha-se, abra-se: amigos entendem. Mas não desdenhem de seus amigos, não façam pouco caso. Menosprezar a quem vos ama é multilar-se; é desabilitar sinapses.

Quando, à noite, precisares chorar, de um ombro, não será sua ‘foda’ que irá lhe consolar, dar-lhe atenção, lhe ouvir. Pode ter certeza que não. Vai ouvir, claro, tempo o suficiente até você se recuperar e dar outra.

Cultive (bem) seus amigos.

A nossa permanência neste mundo é curta. Somos uma via pública cheia de bifurcações, ruelas, avenidas, ruas das quais deixamos transeuntes dos mais variados tipos (incluindo o clichê credo, raça, classe social, tipo sanguíneo) passem todos os dias. A diferença entre as minhas ruas para as suas é onde, quais e quantas se encontram. Pode ter certeza que faço questão que as suas bifurquem nas minhas. Serás sempre bem-vindo.

OBS: Deixando bem claro que os fatos ocorridos na noite do dia 12/06 não influenciaram em nada neste texto! Ele foi escrito na segunda e finalizado ontem a tarde. E quem quiser, continuará sendo bem-vindo. (13/06)


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12/06/2009 at 13:01 1 comentário

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