falsas pessoas de plástico…

12/06/2009 at 13:01 1 comentário

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O que é descartável para você? Ou melhor: quem é descartável para você? Ao longo de nossas vidas, quantas pessoas conhecemos? Qual o número exato de indivíduos que já passaram por ela, tiveram sua importância, ou não, e, antes que o dia pudesse alvorecer, se foram?

Durante a existência humana, de preferência a sua, kilos e mais kilos de pessoas passaram por ela. E passarão. Basta se lembrar de quantas pessoas fizeram o maternal (pré-escolar ou jardim, como preferir) com você. De quantos se lembra? Com quantos ainda tem contato? Ao passar por eles na rua, reconheces?

Essas pessoas, provavelmente, não tinhas como escolher levar pra sua vida. Um vizinho ou outro que fez escola contigo é provável que, caso não tenham os mesmos interesses e não deem sequência a uma amizade, um ‘oi, oi’ vocês trocam ao se cruzarem.

Mas não quero falar deles, quero falar dos que você escolheu que ficasse. Quantos colegas do seu antigo trabalho ainda manténs contato? E seus relacionamentos (amorosos) antigos? Tens algum contato com eles?

É certo que independente dos interesses atuais, se matens contato, mesmo após objetos voarem junto ao pouco respeito que restava, é porquê algo bom você conseguiu extrair desta relação que o tempo fez questão de desgastar, é maior que as trepadas. Uma cumplicidade mútua toma conta de dois seres que antes eram vistos apenas como dois corpos flamejantes de desejo e apagados com suor.

Vejo problemas, pelo menos na maioria dos que convivo, nos que tratam relações interpessoais como tratam parceiros de chopp (que não deixa de ser uma relação interpessoal, mas creio que vocês me entendam): um companheiro de copo, quando você quer beber, você vai, se por ventura não estás com paciência, fica em casa ou sai com outros ‘parceiros’ e ponto. É simples, você tira o que te serve enquanto está precisando, quando acabar, sem pestanejos, um abraço e tchau!

Não é necessário honra ao se tratar com amigos de mesa de bar (honra à cerveja apenas, não quis blasfemar!), não é necessário palavra, ficamos a esperar se chegam ou não. Simples assim.

Porém (ai, porém), as relações de amizades não podem e não devem ser tratadas dessa forma. Se nos prestamos a ser amigos, companheiros, parceiros ou afins, nos prestamos a ser, viver e conviver com os problemas alheios, que, por intermédio do próprio, passam a ser nossos e buscamos do fundo de nossas entranhas, forças para passar por cima dos nossos olhares e os de outrem.

A fé é acreditar, remover montanhas, e a amizade é isso somada a afeição. Deve exister nas duas ‘mãos’. Quando o equilíbrio não existe, um elo se rompe (nem sempre o mais fraco). Ruptura difícil de soldar.

Se você se presta a uma amizade, viva ela. Não deixe que possíveis fodas a atrapalhem. Caso seja muito necessário, exponha-se, abra-se: amigos entendem. Mas não desdenhem de seus amigos, não façam pouco caso. Menosprezar a quem vos ama é multilar-se; é desabilitar sinapses.

Quando, à noite, precisares chorar, de um ombro, não será sua ‘foda’ que irá lhe consolar, dar-lhe atenção, lhe ouvir. Pode ter certeza que não. Vai ouvir, claro, tempo o suficiente até você se recuperar e dar outra.

Cultive (bem) seus amigos.

A nossa permanência neste mundo é curta. Somos uma via pública cheia de bifurcações, ruelas, avenidas, ruas das quais deixamos transeuntes dos mais variados tipos (incluindo o clichê credo, raça, classe social, tipo sanguíneo) passem todos os dias. A diferença entre as minhas ruas para as suas é onde, quais e quantas se encontram. Pode ter certeza que faço questão que as suas bifurquem nas minhas. Serás sempre bem-vindo.

OBS: Deixando bem claro que os fatos ocorridos na noite do dia 12/06 não influenciaram em nada neste texto! Ele foi escrito na segunda e finalizado ontem a tarde. E quem quiser, continuará sendo bem-vindo. (13/06)


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navegadora amada, sabe ‘humorar’ alguém, rouba algozes reconhece a queda e não desanima…

1 Comentário Add your own

  • 1. Jujuba  |  15/06/2009 às 11:10

    concordo…
    tem algumas pessoas, por mais que eu goste e até tenha alguma afinidade, não faço questão de levar para o resto da vida… mas os que eu carrego, carrego mesmo!

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