Archive for agosto, 2009

carnaval? fora de época?

Por volta de 16hrs e alguns minutos, acordo… Bêbado, ainda, confesso, e triste, sabe-se lá os motivos (provavelmente por ser domingo, os fiéis leitores sabem o que penso desse dia, e ainda, o álcool no organismo), como não poderia deixar de ser, pensei nas coisas que me obriguei a fazer no ‘primeiro’ dia da semana… Uma delas: ligar pra uma moça (linda e ruiva!) e ver se o destino (aquele gozador filho-de-uma-puta) ia cruzar nossos caminhos… Cruzou, mas não da forma prevista… Atentemo-nos à ligação (e não! Não vou transcrevê-la) e o futuro dela foi saber que naquele dia ia rolar uma manifestação: os blocos carnavalescos, que teriam até a presente data, pedir alvará à prefeitura, foram ‘fazer barulho’ para que isso não ocorresse (quem não sabe nada sobre o assunto, ou quiser saber mais, pode ver aqui, ou aqui), em outras palavras, carnaval fora de época.

Já não gosto, né? Liguei para A, liguei para B, liguei para C e quando o alfabeto estava se esgotando e a desistência começando a ares gracejar, eis que, como QUASE sempre, a minha personal saver me liga:

– O que que é, Jay?

Pronto! Já estava formado. Vamos ajudar os blocos. Porra nenhuma! Vamos pular (melhor tradução da gente) e beber e se divertir e ver e ser vistos. ‘Vou beijar-te agora, não me leve a mal, HOJE É CARNAVAL!’ (É, sempre prego o contrário, realmente não sou fã – mas é a marchinha, pô, inocente)

Exatamente como aconteceu. Pulamos, bebemos, encontramos 30 mil pessoas (embora só tivessem 500), falamos com a preta, a branca, a loira, o magrelo, o barbudo, a ruiva (linda!), o dentuço, o bêbado, o orientador, a japonesa, um dos carinhas da nossa estampa (já votaram? Não? Simples, clica aqui) e pulamos mais e mais e mais. E só comprovamos a teoria do mundo-ovo. Como as pessoas se conhecem. E de lugares diferentes. E ele é, realmente, uma grande rede.

Em determinado momento (como ontem estava emotivo), abri o coração [de poeta] pra messias:

– Cara, sabia que eu sei que se eu sair contigo eu vou me divertir pra caralho, sempre?! Tá bom, além de aceitar você me apresentar como sendo o seu melhor amigo, você já pode subir no posto de minha melhor amiga. E é. Uma das… Mas é!

[Lembrei-me da gente no carnaval desse ano, em Santa Teresa, no meio do bloco (não lembro o nome, só que era segunda-feira, foi um dia que lembro de pouquíssimas coisas, quem souber e quiser ‘soprar’, aceito ajudas), não ouvíamos nada e, como se fosse algo que qualquer um poderia fazer, começamos a puxar as nossas músicas – E todos, da metade que não ouvia o bloco, cantando junto. Detalhe, éramos 3. E viramos, durante uns 10 minutos, os puxadores oficiais. Lindo, lindo.]

No final, fui apresentado a um dos organizadores (dono do Cordão do Boi Tolo) que me contou como tudo começou (também não sei se é um talento nato ou se adquirido ao longo dos anos, mas sempre converso com um alguém, desse tipo, nessas manifestações – e pior que nem procuro):

Estava li no boteco, em frente ao Espaço de Cinema (no meu amado e querido bairro, Botafogo) e, com mais alguns organizadores de outros blocos, tiveream a excelente idéia: ‘E se a gente se reunisse e fizesse um barulho?’, e fizeram. Simples assim. Como tudo nesta vida deveria ser.

E mais, contou-me, também, que pretendem fazer algo parecido, pelo menos, uma vez por mês. Não negarei: achei a manifestação excelente.

Obrigado à moça que me deu o toque, à minha saver (que agora ganhou mais duas magias, um sei-lá-o-quê [parece coisa de video game, né?] e consegue olhar nos olhos dos outros e dizer o que eles escondem – é, às vezes ela também me dá medo, mas fazer o que? É inevitável!), aos ‘manifestantes’, aos céus e a quem mais tiver ajudado. Meu domingo foi outro e muito bom. Daí eu ter ficado acordado a noite toda e vir trabalhar virado é outra história. E não! Estava frente a um computador.

OBS 1: Nem vou perder tempo dizendo que a pequena (grande!) moça estava me esperando, olhando pro lado errado e com cara-de-bunda.

OBS 2: Cadê  o texto ‘GROSSO É O CARALHO!’? Calma, porra! Virá!

Olha que legal, ela fez um texto réplica contando o lado dela, vejam aqui.


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31/08/2009 at 11:17 19 comentários

minutas de sexta-feira…

– Opa, você costuma almoçar onde, normalmente?
– Oi! Onde almoço?
– É.
– Normalmente?
– É.
– Quando estou no trabalho?
– Esquece.

– Senhor: quatro queijos, frango com requeijão de corte, calabresa ou atum?
– Quatro queijos.
– Senhor, só tem quatro queijos, frango com requeijão de corte, calabresa ou atum.
– Então, eu de quatro queijos.
– Frango com requeijão de corte?
– Não, quatro queijos!
– Ah tá…

– Eu quero água! Eu tô com sede! Eu quero água! Eu tô com sede!
– Não tem bebedouro por aqui.
– Mas eu tô com sede, eu quero água!
– Por aqui não tem bebedouro.
– Ai… Mas eu quero água, tá quente, eu tô com sede!
– Tem um banheiro ali.

– Mas já?
– Já!
– Ué, nem 5 minutos?
– É, eu tenho que acordar cedo amanhã.
– Puxa, mas e eu?
– Ué, pode continuar sozinho.

– O que é isso?
– É por onde a água de reuso vai passar, após tratada.
– E isso?
– É a cisterna de água tratada.
– E essa parte aqui?
– É a fiação de energia elétrica gerada internamente.
– Por aquela parte é branca?
– Para evitar que a luz solar dê muito calor.
– E por as paredes não são 100% tapadas?
– Pelo mesmo motivo que aquela parte é branca.
– E esse interruptor é pra que?
– Pra ligar aquela luz lá em cima.
– E isso?
– É uma escada!
– E pra que serve?

– E então, o layout foi aprovado?
– Olha, gostei… Mas tem como mudar a cor?
– Claro!
– E aquelas imagens da frente?
– Qual das três?
– As três.
– Sim, claro…
– E a frase, pode mudar a fonte?
– Sim…
– Hum… Saquei! Tem como mudar também a diagramação?

– Hoje é sexta-feira!
– E daí?
– Sexta, pô… Final-de-semana… Praia, samba, feijoada, descanso…
– Desde que meu filho nasceu que eu num sei o que é isso… Meu final-de-semana são só fraldas e mais fraldas…
– Foda-se! Ninguém mandou ter filho!


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28/08/2009 at 17:24 1 comentário

os comunistas…

gente, mais uma vez eu estou aqui, pedindo a vocês, que votem em uma estampa… esta é um caso especial, foi em collab com a amiga náshara silveira (@nasharasilveira)… queríamos fazer graça/crítica a algumas coisas que costumamos presenciar… acredito que tenhamos conseguido…

Clique na imagem para ir à página de votação

http://www.camiseteria.com/design.aspx?did=31901

então, aquele velho esquema: todo mundo votando 5+, hein?!

OBS.: Hoje eu ia postar um texto de título “GROSSO É O CARALHO!”, mas fui impedido para poder divulgar esta estampa. Apareçam futuramente por aqui e matem a curiosidade.

27/08/2009 at 14:33 Deixe um comentário

a menina que perdeu o controle…

poderia ser um conto safado sobre uma menina ciumenta-maníaco-possessiva (aliás, como tenho vaaaaaasta experiência nisso, um dia escrevo sobre), mas não é o caso…

estou divulgando as ilustrações que fiz, já há algum tempo, para o projeto de captação de uma peça de teatro chamada ‘a menina que perdeu o controle’… no final das fotos tem um link para ele em PDF… quem quiser baixar e ajudar a divulgar, ou se interessar sobre, por favor, faça-o…



E aqui, o arquivo PDF…

25/08/2009 at 20:24 11 comentários

vai um sorvete?

e quando as coisas começam a se mostrar sem solução…

…tome um sorvete!

simples assim…

23/08/2009 at 13:59 7 comentários

vem aí: sk8bossanova


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20/08/2009 at 22:21 4 comentários

cliché…

clichê
[Do fr. cliché.]

Substantivo masculino.

1. Fotograv. Placa fotomecanicamente gravada em relevo sobre metal, usualmente zinco, a traço ou a meio-tom, para impressão de imagens e textos por meio de prensa tipográfica. [Sin. (p. us.): fotótipo.]
2. P. ext. A imagem ou o texto assim impressos.
3. Tip. V. estereótipo (1).
4. Tip. V. galvanótipo.
5. Fig. V. lugar-comum (2 e 3).

(Fonte: Dicionário Babylon)

– Céus, meu marido!

– Oi?

– Meu marido.

– Como é?

– Meu marido!

– Ah… Sim… Que que tem?

– Como assim ‘o que que tem?’? Ele tá chegando?

– Desculpa, é que não estou te ouvindo direito. Você deu um beijo estalado no meu ouvido e só ouço um zumbido.

– Vai para dentro do armário!

– Como é?

– Fala baixo, ele vai te ouvir… Vai pra dentro do armário!

– Não!

– Como ‘não’?

– Ridículo isso.

– O que é pior?

– Ah, eu vou abrir o jogo.

– Não!

– Bom, daqui eu não saio. Vou só colocar o sapato, já estou de roupa, mesmo.

– É, ‘lindo isso’, mas eu não…

– Tá com esse hobby, aí, tá valendo…

– Cathê?!

– O que que eu falo?

– Diz que tá aqui, ué!

– Não!

– Cathê, meu amor, cadê você?

– Aqui! Ai, tô fudida!

– Cathê, por que que… Marcinha? O que que você tá fazendo aqui?

– Amor, não é nada disso que você está pensando!

– Mas eu não estou pensando nada!

– Eu posso explicar tudo!

– Eu sei que pode. E aí, Marcinha, tudo certo?

– Fala, Arnaldo, tudo na paz… E contigo?

– Paz, também.

– Sabe o que é, Arnaldo? A gente ia te fazer uma surpresa…

– Ah, é? Que supresa? Vocês vão sair?

– Não, é que íamos comprar um presente pra você, deixa eu ir ao banheiro que eu vou me arrumar…

– Ok…

– E aí, Arnaldo? Eu num te falei que ia conseguir?

– Marcinha, sua escrota! Tu é uma filha-da-puta, né?

– Sou, é? Por quê?

– Precisava fazer isso?

– Ué, queria saber porquê que você não consegue largar dela… Queria saber se ela era tão melhor que eu, assim…

– Escrota! Ela nunca…

– Nunca o que? Ha-ha pra você! Tu acha mesmo que ela te conta tudo? Só você que apronta? Ha-ha.

– Marcinha, sua escrota! Se ela num estivesse aqui eu te mostrava…

– Mostrava nada! Num foi homem pra largá-la… Nem vem de graça… E não vou me alongar muito, vou indo nessa…

– Piranha!

– Escroto!

– Te amo!

– Também! Me liga!

– Cathê?! Vou indo nessa… A gente se fala, beijo grande!

– Falou, Marcinha, me liga! Beijo!

– Cathê? Vocês não iam sair?

– Pois é, mas como você chegou, eu vou contigo!

– Ok, deixa só eu cancelar aqui e vamos, então.

– Tá bom! Tô quase pronta, já!

– Alô, Bernardo?

– Fala aê, Arnaldo, tá de pé, ainda?

– Cara, acho que não vai dar… Acho que vamos ter que parar de se ver… A tua mulher tá transando com a minha, acabei de encontrar as duas, acho que vai pegar meio mal quando elas descobrirem a gente!


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18/08/2009 at 15:34 5 comentários

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