Archive for maio, 2009

corações de poetas…

achei na internet esses poemas:

Coração De Poeta

Poema Matuto

Tudo o que se faiz na vida,

a gente tem uma meta.

E para que a minha obra,

um dia seja cumpreta,

sem quaiqué era uma vêiz,

quero amostrá prá vocêis,

o coração de um poeta.

O coração de um poeta,

é difíce sê domado.

Num se doma, se acustuma;

pois é munto istabanado.

Pru quaiqué coisinha apronta,

amando fora da conta,

qui nem muleque safado.

Daquele qui desce o morro,

numa fôia de bananêra,

dêxando rasto na areia,

alevantando puêra.

Chêíin de arranhão nuis braço,

juêi fartando pedaço,

mode ais suas brincadêra.

É qui nem minino rim,

nuis tempo de adolecença.

Quando o sangue, mais ligêro,

tira sua paciença.

Do qui fica o dia intêro,

trancado lá no banhêro,

fazendo ais sua indecença.

Êsse coração muleque,

minha fía, é tôdíin tezão.

Qui ama tudo nessa vida,

in cada uma pulsação.

É o centro de um universo,

qui eu amostro in cada verso,

qui decramo p’ro povão.

E o meu, todo remendado,

num faiz veigonha a quem vê.

Se êle ixprodí, num sai sangue,

sai verso e amô, pode crê.

E é êsse véi coração,

qui incoloco in sua mão,

e ofereço a você…

Autor: Bob Motta

Fonte: http://www.simplesmentebeijaflor.com/CoracaoDePoeta.html

O Coração do Poeta…

O coração do poeta
É uma casa sempre aberta
Enfeitada com muitas flores,
Onde da paz de cada canto
Brotam versos que secam o pranto
E que balsamisam as dores.
De cada porta, de cada janela,
Saem versos que ele faz para ela,
A mulher dos seus mais lindos sonhos…
De cada flor, branca ou lilás,
Se exala o doce perfume da paz
Dos versos alegres ou tristonhos.
Casa aberta a todas as crenças,
Céu azul sem nuvens densas
Onde brilha um sol com esplendor.
Recanto onde a sua alma se aquieta…
Amigo!…O coração do poeta
É uma casa repleta de amor!

Autor: Agenor Martinho Correa

Fonte: http://www.overmundo.com.br/banco/o-coracao-do-poeta

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30/05/2009 at 10:10 Deixe um comentário

e dá pra não ficar se sentindo ‘o cara’?

a amiga carol me fez essa supresa: http://meutempoehquando.wordpress.com/2009/05/29/boas-novas/

lisonjeado é como estou me sentindo… não possuo vocábulos…

agora só quero saber quando ela vai me dar uma luminária pr’eu pintar…

29/05/2009 at 12:05 1 comentário

a maior criança do mundo…

procurava assunto para colocar neste e blogue… e achei!

estava lendo o do saramago e tem um post que ele fala sobre um livro infantil que escreveu (minha tentativa de ilustrar um não deu em nada, o autor me mandou, conversamos, mas, antes que eu pudesse rabiscar qualquer coisa, nossa idéia foi por água abaixo – ainda sinto vontade de fazê-lo, só para ver como poderia ficar, mas demanda tempo, e este, ultimamente, tem sido artigo de luxo), de como se decepcionou com o que uma criança disse a ele e que rumo tomou… é só clicar aqui para ler (e aproveitando, ver o fruto)…

gostei das palavras:

“E se as histórias para as crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?

Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”

José Saramago

como alguns sabem (e provavelmente, agora todos), sou fã incondicional de [boas] estórias infantis e também acredito que estas sejam capazes de ajudar na formação de caráter e no artista (seja qual for a arte) que a criança tem o potencial de ser… observo, muitas das vezes, problemas em quem quer contar: tratar a criança como um ser ininteligível e mastigar a imaginação da própria…

certa vez, uma conhecida, que é contadora de estórias, travou o seguinte diálogo comigo (até então também acreditava que teria que ser assim):

– a criança num é burra! – disse ela…

– sim, claro que não… mas como fazer, então? é um público diferente, não?

– num é por isso que você precisa tratá-la assim: ‘aaaaaaíííííí (espremendo as mãos contra o rosto), o peeeeixinho chegooooou e diiiiisse (apontando para qualquer canto) – óóóóóóólha’

– ah, é? não? então como é?

– ‘aí, (‘rabiolhou’ para um lado e para o outro) o peixinho chegou e disse (apontando com o queixo para qualquer canto) – olha!’

– aaaaaaaaah táááááááá… entendiiiii (mas fazendo cara-de-[como podem ter miúdos lendo, pegarei leve]bumbum, e não era deboche, estava realmente daquele jeito)…

simples assim… desde então aprendi a não tratar a criança, seja ela qual for, como tal, apenas… ela sabe pensar, sabe interagir, sabe ser esperta.. tem seus sentimentos, suas idéias e suas vontades…

já pararam para pensar que hoje, após passarmos pela adolescência, terminados certos estudos (estudar é sempre bom… nunca parem, sejam crianças ou adultos!), as nossas idéias se aproximam das que tínhamos quando crianças? e,  diferente da época, podemos concretizá-las…

27/05/2009 at 14:44 9 comentários

el amarillo es mi color favorito…

então… não é só de (quero ser) poeta que se faz esse coração… mandei esta estampa pro camiseteria:

confesso que foi a que eu mais gostei, então, gente, votem lá! vai ser legal se ela passar… vão por mim… mas é pra votar no 5+, se for dar nota diferente disso, deixa que ela tome o rumo natural.. hehehehe…

obrigado pela atenção…

24/05/2009 at 21:18 3 comentários

quer dar uma de esperto…

certa vez um amigo me contou um fato que ocorreu com ele:

– ‘tava uma daquelas mesas gigantescas, ninguém falando nada, um amigo virou-se pra mim ‘quer ver eu agitar essa mesa? – cara, sabia que eu odeio chico buarque?’ falou meio alto e a mesa, cheia de mulheres, começou uma blablablá pra lá, um blablablá pra cá, ele olhou pra mim ‘adoro fazer isso’…

fiquei encucado com aquilo e gostei, resolvi adotar pra minha vida, mas adaptado… quando me encontrava em uma mesa com alguém(ns) que julgava ser interessante falava assim:

– eu e um amigo, sempre que estamos numa mesa, e queremos saber se vale a pena continuar nela, mandamos assim ‘num gosto de chico!’ e esperamos pra ver as reações… se concordarem, tchau! se for indiferente, passa… se começar a querer me convencer de que eu falei uma grandessíssima merda, tranquilo… digo que era brincadeira e tal… é até mais fácil pra rolar uma aproximação futura e afins…

óbvio que é mentira, nunca tive a cara de pau de fazer isso… mas essa estória já foi contada pra mais de metade do rio de janeiro (vem aí o exagero! talvez umas 4 ou 5 pessoas a conheçam, agora mais 7 com os leitores)… apenas pra poder ouvir a opinião de quem ‘tá ouvindo (quase que igual na estorinha), e rolar uma identificação ou repulsa…

um dia me ‘fudi’, claro… sabem aquele papo de ‘certinho’ fazendo merda só se fode? então… posso não ser o mais certinho, mas lo(ooooo)nge de ser bandalha (desisti, não é pra mim)…

não sei contar estórias… ao vivo, pior ainda – a mais engraçada que seja se perde ao longo… gostaria de ter uma oratória/retórica (as duas técnicas juntas) pulsante, visceral; ser um trovador… não é o caso… e após ouvir isso que relato em seguida, parei de contar esse fato que nunca ocorreu…

numa mesa, claro, mandei, e de troco: ‘se eu estivesse nessa mesa quem ia se levantar e ia embora era eu, pensaria “nem vale a pena!” e ainda ia te achar um escroto…’


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21/05/2009 at 14:43 1 comentário

Inimigo do batente

Wilson Batista

Eu já não posso mais!
A minha vida não é brincadeira
Estou me esmilinguindo igual a sabão na mão da lavadeira
Se ele ficasse em casa ouvia a vizinhança toda falando
Só por me ver lá no tanque
Lesco-lesco, lesco-lesco
Me acabando

Se lhe arranjo um trabalho
Ele vai de manhã, de tarde pede as contas
E eu já estou cansada de dar murro em faca de ponta
Ele disse pra mim que está esperando ser presidente
Tirar patente no sindicato dos inimigos do batente

Meu Deus eu já não posso mais
A minha vida não é brincadeira
Estou me esmilinguindo igual a sabão na mão da lavadeira
Se ele ficasse em casa ouvia a vizinhança toda falando
Só por me ver lá no tanque
Lesco-lesco, lesco-lesco
Me acabando

Ele dá muita sorte
É um moreno forte, é mesmo um atleta
Mas tem um grande defeito
Ele diz que é poeta

Ele tem muita bossa e compôs um samba e que é de abafar
É de amargar
Eu não posso mais
Em nome da forra, vou desguiar

21/05/2009 at 09:53 1 comentário

la mala educación…

– cara, você nasceu na época errada… você é um romântico à moda antiga… deveria ter nascido nos anos 20, 30… todo cavalheiro, deixa os outros passarem, dá a mão às moças para descerem do ônibus, segura a porta…

e foi isso que ouvi, sem entender exatamente, qual era/é o erro… bons hábitos e costumes foram dilacerados pelo tempo? precisa ser antigo para ser educado?

lembro-me quando começou o processo de educar-me (sim! não foi a minha mãe, ou meu pai, ou seja-lá-quem-for, diretamente, que me deu educação):

o ano era 1988 (já disse que adoro começar frases com ‘o ano era…’), minha querida vó materna tinha voltado do velho mundo, passara 4 meses em terras estrangeiras (de 23 de junho a 24 de outubro, menos de vinte dias da promulgação da constituição) pela primeira vez em sua vida… ela sempre foi uma pessoa muito educada e como uma ex-contadora, ex-professora de português e de história, criação ríspida(tanto a que teve, quanto a que deu), quarta filha (eu acho) de uma caralhada de irmãos, mãe de 5 filhos e avó de 11 (com mais um chegando) netos, em seu retorno, abismada estava:

– e as pessoas passam na rua e dão ‘bom dia’, sem nem conhecer! na fila, se você espirra, a pessoa do lado te diz ‘gesundheit!’ e te sorri… todo mundo fala ‘por favor’, ‘obrigado’, ‘dá licensa’…

certa vez presenciei um fato cuja lembrança desse dia me é clara como a do dia de ontem não o é: estávamos no elevador, mamãe e vovó conversavam e um rapaz estava ao nosso lado com duas sacolas de mercado… no parar do elevador (andar do moço), a avó do narrador abriu a porta, saiu, e ficou segurando-a, o filho-de-uma-puta-muito-grande [nota rápida: domingo retrasado foi dia das mães, as zonas do baixo meretrício devem ter ficado mais lotadas que a noite do dia anterior] saiu do elevador e como se fosse obrigação da pobre senhora saiu sem olhar para ela, agradecer ou sorrir… minha digníssima mãe (falando em mães…) disse para a sua ‘bem-feito, mamãe, quem mandou segurar a porta pra ele?’, que, como se realmente fosse obrigação dela, respondeu na mais solene calma ‘fiz minha parte’… a progenitora deste que vos fala, um primor de educação (onde foi que a minha vó errou?!?!?!), ficou a praguejar durante longos minutos (pois é, ela já era assim, só que, como o tempo nem sempre faz milagres, está pior!)…

tinha 7 anos na prezada data (engraçado [ou não], minha memória, que sempre foi boa, tem me trazido fatos passados com uma clareza enorme! mas tirando este comentário, isto é um assunto para um próximo post)… num belo dia de chuva, na volta da escola, a própria, após me buscar do colégio, deixou-me na portaria de nosso antigo prédio e partiu para a segunda fase de sua jornada: buscar seu outro neto (meu primo) em sua escola…

como nada tinha para fazer, resolvi dar uma folga ao dedo do porteiro, não precisaria mais apertar o interruptor [provavelmente é a primeira vez que escrevo ‘interruptor’ <- 2ª]; a qualquer sinal de ameaça de algum indivíduo para entrar, el botones abria a porta…

e no meio da brincadeira, percebi que as pessoas usavam, com uma certa frequência, um ‘obrigado’, que tinha uma variação em ‘muito obrigado’, ‘obrigado, sim?’ e ‘brigado’… na minha lembrança afetiva as pessoas não eram tão educadas antes desse dia… confesso não saber se estavam abusando de boa vontade por serem assim, ou se uma criança sendo gentil faz abrir um sorriso e despertar o(a) ‘educado(a)’ dentro de nós…

li outro dia num blogue amigo, que a falta de educação incomodava a moça… fiquei feliz(?) por não ser o único… também não possuia a pretensão de assim sê-lo… é algo que tem me irritado muito! percebi a presença forte disso desde o carnaval… fui a blocos no centro e um dia fui levado a uma aglomeração de gente achando que haveria um em frente ao posto 9, ipanema (rio de janeiro)… até então, nada diferente da outra zona urbana: cheio pra caralho, gente suada se esfregando [o suco corporal facilitava o tráfego], todo mundo bêbado (inclusive eu), mas uma nuvem de má (ou falta de) educação tomava conta do ambiente: pisadas no pé, trancos com os ombros, cerveja na camisa, só faltaram passar a mão na minha bunda (se é que não fizeram ou tentaram e foi apagado)… não ouvi um pedido de desculpas, era como se a bestialidade fosse normal naquele local…

os leitores mais encrenqueiros irão pensar (não me falarão: quase ninguém comenta nesse blogue[só os de sempre], embora, no balanço diário, ele é bem lido, já tenho 8 leitores!): ‘ah, mas era carnaval… é normal que as pessoas tenham essas atitudes!’

normal? tem certeza? por que as pessoas que estavam comigo também estavam reclamando disso? estávamos em alguns blocos no centro isso não estava acontecendo, por quê? e não é verdade que gostam de falar que a área onde estava quando fui esbarrado, pisoteado, cervejado, e quase sofro um atentado violento ao pudor (estupro é vaginal), é frequentada pela ‘nata’ (talhada, mas nata) da sociedade carioca, as pessoas são lindas, ricas, cheirosas, interessantes e blablablá, por aí vai… onde estavam essas pessoas? no centro? não, as pessoas no centro eram bonitas, interessantes, cheirosas, e tudo o mais, mas não os mesmos que costumam frequentar o outro bairro [nota: adoro a praia do outro bairro, tá? a crítica é em relação à (nulidade de) educação, apenas!]… e lá, por mais bêbado que eu estivesse, [e olhem que na segunda-feira o bicho pegou], ‘desculpa’, ‘com licensa’, ‘deixa eu passar, por favor’, ‘passa aqui, ó, po’passar’, ‘valeuzão, cara!’ e infinitas coisas do tipo sairam mais de minha boca que as marchinhas (adoro marchinha!)…

esse foi só um exemplo…

outro rapidinho (mas nesse eu fui bem filho-da-puta [te amo, mãe, nada pessoal]): trabalho na ilha do fundão… no meu ponto, o ônibus (485) passa lotado, lotado, lotado! moro em botafogo e o ônibus só esvazia em laranjeiras, 3 pontos depois é o meu (pra pegar outro)… certa vez resolvi pegar em um ponto diferente, o primeiro do fundão, antes de dar a volta e encher de estudantes mal-educados… não são todos, mas suma maioria… parecia um ônibus fantasma… todos os lugares vazios; eu disse TODOS! subi, escolhi o mais perto da janela, banco único, uma janela só pra mim… e no próximo ponto o ônibus começara a encher… pela janela, percebo que uma coroa tá na fila e ninguém dá a vez para ela subir… o único assento vazio era atrás do meu e a penúltima pessoa a entrar (óbvio que a última foi a senhorinha) sentou nele… por ficar mais próximo a roleta e da porta, a jovem anciã ficou parada ao meu lado… pensei em fingir dormir, mas a imagem das minhas avós não me saiam da careca… pronto! levantei-me e dei o lugar… puto! mas fiz… não ia suportar ver aquilo… fiquei em pé, ao lado da menina que era mais nova que eu, não tinha trabalhado o dia todo e estava com sono (tanto quanto eu), querendo dormir… após perceber isso, o escroto que mora em mim (às vezes ele toma posse e não há quem tire) conta-tomou-me: se eu não vou dormir ela também não vai! e cada piscadela de olho e quebrada de pescoço que a mocinha dava, meu joelho ia de encontro, de leve, ao joelho dela – todos sabem que não há nada pior que tentar dormir no coletivo com alguém esbarrando em você – e assim foi até o narrador saltar…

a senhora dos belos cabelos brancos perguntou se poderia segurar minha bolsa, sorri, claro, mas disse que não… não era o caso… também fiquei a pensar o que uma pessoa daquela idade estava fazendo naquele ponto… ao imaginar que ela estava estudando, fiquei deveras feliz… prefiro manter essa hipótese… e outra mocinha, se ela não for tão tapada quanto a cara espelhava, aprendeu que não pode dormir quando não me deixa fazer o mesmo (isso me lembrou que essa noite eu tive insônia e estou a quase 24 horas sem domir [é, ‘foda-se’, né?!])…

então, se por acaso ter (boa)educação, se preocupar com os direitos alheios, bons modos, sorrir com a voz e (por quê não?) ser um romântico é ter nascido na época errada, desculpe-me os ‘moderninhos’, acredito que bons costumes nunca tenham caído de moda…

OBS.: Até o fechamento deste texto, que está sendo escrito há dias, eu estava em dúvida qual era o pior tipo de estudante dentro do ônibus, sabe qual a conclusão eu cheguei? Os que andam em bandos. Basta ter mais de 3 (primário, secundário, universitário, público, particular, não importa) e começam a gritar, se digladiar, atrapalhar a concentração de quem quer ler ou dormir (os meus casos) e por aí vai.


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18/05/2009 at 14:22 5 comentários

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sou só um mensageiro, um profeta, contador de estórias: coração de poeta

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