Archive for abril, 2010

Espaço democrático… #7

impossível não falar da minha irmãzinha! não por ser pitita (que é!)… o diminutivo é sinônimo de carinho, afetividade e respeito… e assim se traduz minha relação com essa mocinha que toma, e me dá esporro… que animo, e me anima… que confidencio, e sou confidenciado…

é a “navegadora amada, sabe ‘humorar’ alguém, rouba algozes“, ou, como este forma humana atual é chamada: náshara!

não tem como explicar a nossa ligação, mas temos algumas dancinhas, uma roupa de happy sunday o’ fun, rimos de nada, quando estou com ela não como carne (um dia, sem também!), aprendeu a beber comigo (ai!) e sempre me deu força em tudo! TUDO!

Não posso falar muito mais, mas futuramente retribuo… a mocinha escreve no sei lá, mil coisas e quem quiser saber de seu humor é só segui-la

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Bajulação, rasgação de seda, e do que mais quiserem chamar

Por Náshara Silveira

Quando fui convidada para participar do Espaço Democrático do Coração de Poeta, sabia que como ele sempre faz, o autor deste blog falaria um pouco de mim, então, resolvi falar um pouco do poeta.

Sei que ele falará de mim, e com certeza terá mil coisas pra dizer, vários causos, vários naqueles dias em que ela fica insuportável e nem eu, seu amigo do coração, a agüento. Sei que existem mil poréns nessas história. Sei que quando ele ataca no meio da noite o telefone, e aqui me assusto, é porque se passa algo realmente sério. Os comunicados, as decisões de sua vida sempre vêm com um peso extra de Náshara precisa saber e eu aqui fico me sentindo importante até. As minhas decisões, que não podem esperar até a noite, e chamam por ele ainda no trabalho.

E as coisas começaram assim, o vi, bem diferente do que ele é hoje, e me assusto como o tempo passa rápido.

a long time ago (2003)...

Ele chegou dentro de um casaco de couro, ainda tinha cabelo, ainda não tinha barba, alguns quilos a menos. Sentamos num bar, conversamos. Ele não entendia meu nome, eu não entendia sua aparência. Seguimos assim, não entendendo muito bem um ao outro, mas já descobrindo nas entrelinhas que no fundo seríamos companheiros de uma vida. Alguns anos passaram e continuávamos seguindo assim. Até que, uma noite, um samba, um rapaz desligado. Uma noite, um samba, uma roda de amigos. Uma noite, um samba, um amigo.

São os domingos felizes depois daquela noite, o vestido feliz, a camisa feliz, que pra alguns não fará sentido, pra gente, faz todo. As garotas, os caras. Os desenhos, meus desenhos, não sei nem como, mas ele faz com que eu tenha desenhos. Os passeios de barca no final da tarde. Andar de skate num feriado. Os filmes em anime. Os almoços, porque domingo nos deixa deprimidos. O chorinho na feira da Lavradio. As milhões de fotografias. A lagoa Rodrigo de Freitas. O clube Democráticos. As amizades que construímos juntos. A insistência dele que fez com que eu achasse alguém essencial na minha vida. A noite do apagão em que ficamos mais de duas horas no telefone. As reticências…

30/04/2010 at 09:30 12 comentários

Esc+R+8

cj (carlos joão) era um sujeito escroto… sabe esse caras escrotos, mas escrotos dar gosto? que fazem jus a todo o significado atribuído a esta palavra? assim ele era…

mestre na arte de ser babaca, doutor em ‘filhadaputagem’ (ou ‘filhadaputice’, como preferir), resumindo: era um escroto!

não que fizesse por mal, mas sentia-se bem sendo assim… não era do tipo de sujeito que faria qualquer coisa pra puxar a sua perna no trabalho, não falaria mal de sua pessoa pelas costas… não era a dele… nesse ponto ele até era bem incisivo… presava a ambiência… seu ‘problema’, se é que assim podemos chamar, era com pessoas desconhecidas… exercia sua escrotidão ao longo do dia, com transeuntes, atendentes, servidores… mas só era assim com quem ele acreditava que queria se dar bem em cima dele… por isso não podemos julgá-lo… ele é assim, e ponto(.)…

quando estava em pé num ônibus e via um camarada pedindo a bolsa de alguma menina para segurar, cheio de sorrisos e segundas (terceiras, quartas…) intenções, fazia questão de puxar assunto com a rapariga e deixar o outro lá, segurando com cara de trouxa… não tentaria nada com ela… apenas não deixaria o caminho livre para  o rapaz que pensava em ‘se dar bem’ apenas por ser gentil… não cj… não suportava a idéia dos outros se dando bem em cima da boa vontade alheia…

volta e meia…

se pararem pra pensar, deixando o pequeno juíz que existe dentro de cada um de nós de lado, perceberão que ele não era tão ruim assim…

não, não era!

sempre simpático com velhinhas enroladas nas filas, caixas de mercado trabalhando em feriado… cj não se continha com a idéia de uma pessoa sendo ‘bandalha’ com qualquer outra pelo simples propósito de furar uma fila, chegar primeiro, comer sem pagar…

fazia de tudo, não tinha escrúpulos… chegara até, uma vez, a se fingir de manco para impedir que um camarada, do qual julgou estar possuído por uma certa má fé, passasse a frente de pessoas que estavam há algumas dezenas de minutos no ponto-de-ônibus à espera do coletivo…

talvez tenhamos julgado cj mal, sabe? talvez ele não seja tão ruim assim…

é… não! ele não é ruim, justo o contrário: só defende com ardor as suas grandes causas (paladino)… estamos falando dele, mas no fundo, o que o mundo precisa é de um cj a cada esquina, evitando assim, que a vontade alheia não impere e a justiça dos homens seja feita!

nem sei porquê comecei falando mal de uma pessoa tão importante para a convivência em sociedade… logo cj, coitado, que nem estrelismo quer… nem questão que saibam suas ‘barbáries’ em prol do bem comum…

nem teve motivo pra começar este relato… desculpa, cj, continue assim: a sociedade, mesmo sem saber, o apoia e é mais que à favor de sua causa, obrigado!

29/04/2010 at 09:07 7 comentários

almoço de terça…

final de mês já, né? dinheirinho curto, ticket refeição já tinha acabado no dia 14, saindo as 4 horas da manhã de casa não dava pra levar quentinha…

por volta das onze, o pão com mortadela e o leite com café servido pela empresa já viraram energia, e esta, desgastada ao longo do trabalho árduo no estoque: empilha caixa, pacote, conta e reconta encomenda, e assim iam levando-se os dias…

ao lado do mercado tinha um restaurante onde era o refúgio dos funcionários: o da empresa era considerado barato, mas as refeições não eram da melhor qualidade, o que, perto do que era servido, acabava ficando caro… em virtude desse fato, a birosca do seu malaquias (que era ampla, até bem cuidada, embora a decoração fosse horrorosa) abrigava a ‘clientela’ do supermercado…

3 categorias subdividiam o cardápio, duas clássicas e uma ecnonômica: comercial, prato feito e sanduíche de pão francês com ovos mexidos… valores módicos, sendo R$ 7,50, R$ 6,00 e R2,50 respectivamente… todas as refeições acompanhavam um copo de refresco…

o cardápio dos 2 primeiros ítens era basicamente o mesmo todos os dias, e a diferença entre eles era a forma que era servido e a quantidade, pois, no comercial, esticando, até que dava para duas pessoas comerem…

juninho, maicon e weverton estavam sem grana, quase zerados… era terça-feira e o dinheiro tinha que esticar até a sexta, pra chorar um adiantamento com clotilde, quem cuidava do salário deles, pra passar a outra semana, até o dia do tão esperado, suado, e curto pagamento…

chegaram no boteco, sentaram lá no fundo… chamaram o ‘garçom’ (sim, entre aspas, mesmo, pois era um atendente, muito do safado, que trabalhava com seu malaquias… meio tonto, sabe?), e, quase balbuciando, fizeram o pedido:

– aê, irmão… traz 3 pão ‘cum’ ovo, aê, pra gente, na moral…

– como é?

– pão com ovo… traz 3, aqui, pra gente…

pulmões cheios de ar e o anúncio:

– solta ‘trêr’ pão ‘cum’ ooooovo, aê, pro pessoal aqui do fundo!

desnecessário dizer que todos param de comer para olhar pro ‘pessoal aqui do fundo’… mas o fiz… mea culpa

– pô, coé, irmão? precisa anunciar, não…

– ah, não? pô, foi mal aê… não sabia que vocês não queriam que ninguém soubesse…

– não pô… num precisa gritar…

– foi mal, foi mal – e virou-se parao balcão – canceeeeeeeeelaaaaaaa os ‘trêr’ pão ‘cum’ ovo que ‘or’ ‘neguim’ tão ‘cum’ vergonha!

27/04/2010 at 11:13 4 comentários

Espaço democrático… #6

Ontem foi o Dia do Desenhista. Recebi alguns ‘parabéns’ via O Grande Pássaro Azul e fiquei bem feliz, pois, em meio a tanta gente talentosa, reconheceram em meus rabiscos, canalhices em grafite, enrolações a nanquim, photoshopices, e afins, esse grande ‘adjetivo’ de alguém que re-imagina a vida e traz beleza à própria!

Conhecendo um cara que seu nome de @ (tuiteiro) é oilustrador, sabendo que ele escreve (e bem!), e do quanto ele aprecia esta coluna, foi de um prazer enorme tê-lo por aqui um dia após seu ‘dia’.

Seu nome é Rodrigo Melo, O Ilustrador (impossível, após conhecê-lo assim, não colocar esse sufixo em seu nome), que conheci num chopp de integração da galera das artes que participam de algumas mídia sociais (precisamos fazer um novo, hein?! URGENTE! Só tem aumentado o número de arteiros!), reconheceu minha careca a algumas mesas, e daí surgiu uma amizade muito bacana.

Além de seu site, também possui um blogue de novidades do seu trabalho. Excepcionalmente, no ED de hoje, quem fez a ilustração foi o próprio… Justo, não?

Com vocês: Expire-se

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Expire-se

Por Rodrigo Melo

E naquele momento ele parou!

Percebeu que sua busca diária (consciente ou não) por informações tinha lhe dado pouco até aquele instante.

Inspirou-se tanto que se esqueceu ou não conseguiu expirar o excesso.

Uma incerta obesidade mental, imperceptível de relance.

Precisava ingerir menos e colocar pra fora alguma coisa. Qualquer coisa!

Barrar aquele fluxo de mão única que começou a jorrar agoniantemente descontrolado!

Gastar, queimar, perder…e mais ainda, deixar de ganhar.

-Mas como?

Ele só sabia o porquê, e que o quando era agora!

-Como?

No segundo momento uma única ordem lhe veio:

EXPIRE-SE!

A qualquer custo! Rápido! Ainda há tempo!

– Mas como?

E num movimento inverso de inspiração ele expirou-se!

E serviu de inspiração para alguns poucos.

Quase nunca o que sai dos outros é aproveitável, mas quase sempre serve de adubo para solos pobres.

Percebeu então, que a terra não é fértil em todos os campos e que muitos precisariam daquilo.

E daquele momento em diante, ele nunca mais parou de Expirar-se!

Em sua cabeça passou a idéia de que talvez estivesse produzindo merda.

Mas qual a diferença mesmo entre merda e adubo?

16/04/2010 at 10:34 9 comentários

pela necessidade de mudar…

observo as nuvens… e, como o canto das sereias, me encantam… ficaria horas a olhá-las… mas não posso… a vida segue… todos têm problema… não julgo que o meu seja mais importante que qualquer outro…

nem tudo é ‘resolvível’, nem tudo é aceitável… incertezas no emprego, incertezas em casa, incertezas na vida… os planos, da mesma forma que vieram, loucos e desesperados, se foram…

as reticências são preenchidas pelo vazio… dizem que sou passional… e sou! visceral… entranhado… senão tiver amor, por um copo de água que seja, não tem um porquê… é preciso amor… e eu sou… ‘da cabeça aos pés’…

não me satisfaço com pouco… porém, por ser tudo muito ‘muito’: amo, e muito! gosto, e muito! produzo, e muito! mas faço cagada, e não é diferente do restante!

‘pela necessidade de mudar o ponto-de-vista o observador’ é o que está escrito lá em cima, no ‘header’ deste blogue… como no oráculo que o escrito ‘temet nosce’ (conhece-te) este é um recado a quem entrar aqui… uma vez uma amiga me questionou ‘você tem que ver se realmente está tratando bem a quem você ama’…

nuvens me inspiram… nuvens me fazem crer que todos somos capazes de mudar, podemos ser belos e mesmo assim precisamos mudar… essa ambuguidade paradoxal faz parte de mim… posso ser perfeito, e ainda assim cheio de defeitos…

evito levar isso a frente, não quero isso em minha vida….

é, amelie... 'tempos difíceis para os sonhadores'...

tenho que começar a acreditar que mudar é possível! e será… aliás, já começou… e, acreditando nisso, vou provar a vocês que mudei… já sou fruto de algumas metamorfoses, mais outra, fácil… esperança, camarada, esperança!

esse imagem foi feita em uma época em que as coisas eram mais fáceis… havia errado menos… ela recorda um tempo feliz, voando, pela primeira vez, para ver o amor distante… hoje a alma não canta mais como nessa época…

tornei-me, por esses dias, um daqueles andarilhos que sempre tive medo de virar… sair andando pela rua, para por os pensamentos em ordem… mas não tem adiantado… não penso… tampouco ‘ordem’…

ontem estava a me perguntar: quando chegará a época que poderei ficar parado a encarar as nuves e as coisas serão mais fáceis?

13/04/2010 at 14:55 6 comentários

Vamos ajudar!

Impossível definir um número exato, mas mais de 300 famílias estão sofrendo por perderem todos os seus bens devido às chuvas da última semana no Rio de Janeiro. Quando digo ‘bens’, não me refiro apenas aos duráveis: alguns só ficaram com a roupa do corpo.

Não sei se você, que pelas graças de Deus não perdeu nada, consegue mensurar o tamanho de tal tragédia.

Temos como tentar amenizar o sofrimento alheio, e a solidariedade é a resposta: em qualquer situação financeira que você se encontre, sempre há uma roupa que você esqueceu no armário, seja quase nova, ou um pouquinho mais antiga.

Como dizem, ‘doar é um ato de amor’, mostre que você ama o próximo. Por favor, doe o que não usas!

Saiba onde tem mais postos de coleta aqui, no G1.

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Arte do cartaz: @nanda_kammi, @maykelfoto, @d2diogo, @paulinhassutti, @quelcwb e K.

12/04/2010 at 09:38 3 comentários

Espaço democrático… #5

No Espaço Democrático de hoje apresento a vocês uma pessoa que também mal conheço, mas não por isso nutro menos admiração. Por pouco saber, muito não falarei.

Quando me deparei com seus textos fiquei encantado com a facilidade da fluidez de suas palavras e virei leitor assíduo.

Rapidamente respondeu ao convite e cá está esta moça de 17 anos, (segundo a própria) cheia de sonhos, cronista amadora, e que – perdoem o baixo calão (que volta e meia preenchem o linguajar deste) – escreve pra caralho: Daniele Vieira, também conhecida como Nina.

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Teoria da Relatividade

Por Nina Vieira

Às vezes, sou otimista. Às vezes, torno-me pessimista. Tudo é relativo e, quem abusa de vírgulas, reticências e responde facilmente que “tudo é relativo”, costuma ser, obviamente (e por constatar o óbvio), realista. E o realismo é “a forma lúcida de ser pessimista”, tal como afirma, em uma de suas crônicas, o pessimista (assim como eu), do escritor Carlos Heitor Cony. Também não posso responder, com precisão, se ser realista é coisa de inconformado justo, otimista é um capitalista pequeno-burguês e pessimista é o que sobra – ou seja -, coisa de socialista (ou austríaco). Pode ser justo, injusto, e exatamente o contrário, invertido, hierárquico, oposto, sério, lúdico e até versado (a depender da prosa). Quem sou eu para algo admitir? Sem opinião alguma, ou com excesso delas, enfim, voltamos à estaca zero, pois tudo é, definitivamente (e eu detesto ser ditadora ao generalizar e/ou conceituar abstratos) – relativo.

09/04/2010 at 10:24 7 comentários

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