pela necessidade de mudar…

13/04/2010 at 14:55 6 comentários

observo as nuvens… e, como o canto das sereias, me encantam… ficaria horas a olhá-las… mas não posso… a vida segue… todos têm problema… não julgo que o meu seja mais importante que qualquer outro…

nem tudo é ‘resolvível’, nem tudo é aceitável… incertezas no emprego, incertezas em casa, incertezas na vida… os planos, da mesma forma que vieram, loucos e desesperados, se foram…

as reticências são preenchidas pelo vazio… dizem que sou passional… e sou! visceral… entranhado… senão tiver amor, por um copo de água que seja, não tem um porquê… é preciso amor… e eu sou… ‘da cabeça aos pés’…

não me satisfaço com pouco… porém, por ser tudo muito ‘muito’: amo, e muito! gosto, e muito! produzo, e muito! mas faço cagada, e não é diferente do restante!

‘pela necessidade de mudar o ponto-de-vista o observador’ é o que está escrito lá em cima, no ‘header’ deste blogue… como no oráculo que o escrito ‘temet nosce’ (conhece-te) este é um recado a quem entrar aqui… uma vez uma amiga me questionou ‘você tem que ver se realmente está tratando bem a quem você ama’…

nuvens me inspiram… nuvens me fazem crer que todos somos capazes de mudar, podemos ser belos e mesmo assim precisamos mudar… essa ambuguidade paradoxal faz parte de mim… posso ser perfeito, e ainda assim cheio de defeitos…

evito levar isso a frente, não quero isso em minha vida….

é, amelie... 'tempos difíceis para os sonhadores'...

tenho que começar a acreditar que mudar é possível! e será… aliás, já começou… e, acreditando nisso, vou provar a vocês que mudei… já sou fruto de algumas metamorfoses, mais outra, fácil… esperança, camarada, esperança!

esse imagem foi feita em uma época em que as coisas eram mais fáceis… havia errado menos… ela recorda um tempo feliz, voando, pela primeira vez, para ver o amor distante… hoje a alma não canta mais como nessa época…

tornei-me, por esses dias, um daqueles andarilhos que sempre tive medo de virar… sair andando pela rua, para por os pensamentos em ordem… mas não tem adiantado… não penso… tampouco ‘ordem’…

ontem estava a me perguntar: quando chegará a época que poderei ficar parado a encarar as nuves e as coisas serão mais fáceis?

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Vamos ajudar! Espaço democrático… #6

6 Comentários Add your own

  • 1. Ingridh Freitas  |  13/04/2010 às 19:09

    ‘tempos difíceis para os sonhadores’…

    “ontem estava a me perguntar: quando chegará a época que poderei ficar parado a encarar as nuves e as coisas serão mais fáceis?”

    Esse tempo está próximo! Como disse no grande pássaro azul, sinto que uma tempestade de coisas boas se aproxima. 🙂

  • 2. eduardo pigatto  |  14/04/2010 às 12:26

    coração de poeta, sem dúvida alguma!
    acho muito legal ler seus desabafos, que também são meus.
    agradeço por “estar” comigo…

  • 3. coracaodepoeta  |  14/04/2010 às 12:30

    didh, didh… é…

    edu, camardíssimo!
    estamos juntos, querido!
    precisando de bater um papo, o que for, estamos aê.. longe, porém perto! você entende! precisando, tamos aê…
    😀

  • 4. Equipe O Samba  |  15/04/2010 às 23:35

    Desde que o mundo é mundo, vive-se tempos difíceis.
    O mais importante é saber como vivê-los

  • 5. Sr. Black  |  30/04/2010 às 10:09

    Me recorda muito da relação que eu tenho com a chuva, a sua com as nuvens. Acho que a natureza nos ensina a viver, não de um jeito Darwin, mas de um jeito Kerouack.

    Acho que essas perguntas essenciais de “para onde as coisas estão indo” são muito importantes. Como diria o Gato da Alice, se qualquer lugar serve, então basta caminhar o suficiente para qualquer direção.

    Não quero parecer um sujeito prosaico citando mil outras pessoas que disseram o que eu quis dizer primeiro, mas acho que pra esse post, em específico, vale dizer que você é um artista, e por isso suponho que você entenda esse limite estranho entre a realidade e o que exprimimos através da arte simplesmente porque não podemos dizer de outra forma.

    No fim, acho que o que eu quero dizer é que eu entendo, ou pelo menos sinto algo como “sintonia”, com os problemas do hoje e a saudade das nuvens e da época em que as coisas eram como elas próprias: etéreas, brancas e longínquas, possuidoras dessa beleza enigmática.

    Grande abraço, Luiz.

  • 6. Jhon Bermond  |  01/05/2010 às 11:53

    PERFEITO!

    sinceramente, não tenho nada o que falar.
    Apenas observar.

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