Archive for julho, 2009

‘voltei a cantar’

Voltei a Cantar
Lamartine Babo

Voltei a cantar
porque senti saudade
do tempo em que eu andava pela cidade
Com sustenidos e bemóis
Desenhados na minha voz
E a saudade rola, rola
Como um disco de vitrola
Começo a recordar
Cantando em tom maior
E acabo no tom menor

Voltei a cantar
porque senti saudade
do tempo em que eu andava na cidade
Com sustenidos e bemois
Desenhados na minha voz
Ó meu samba, velho amigo
Novamente estou contigo
Uma vida me transtorna
Como um filho à casa torna
De ti nunca me esqueci

29/07/2009 at 19:06 3 comentários

brabuletas…

como você presenteia alguém que ama de paixão borboletas?

acredito que dê, né?!

24/07/2009 at 13:30 Deixe um comentário

a pequena vendedora de vísceras…

imagem (genial! hahahaha, fui eu que fiz…) que traduz perfeitamente como as estão estão neste exato momento (e ah, essa colagem é um presente a uma das pessoas mais lindas desse mundo!)…

como é bom ter amigos, principalemente se eles são inteligentes (e você saber reconhecer isso), e como também é muito bom ser amigo meu, afinal, como disse quintana, ‘o segredo não é correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim…’ (ou algo mais ou menos assim, mas, sintetizando), deixo aqui um texto maravilhoso que minha amiga náshara silveira escreveu no dia 11 de junho deste ano… ele traduz total o que o coração do [nem tão] poeta [assim] está passando pelo momento… o texto chama-se ‘all things new again‘:

É eu sei… acho que essa idéia de blog não é muito pra mim, na maioria das vezes não sei o que escrever, e quando sei me falta tempo.

Tive semanas da provas somadas à espera que vai terminar hoje. E é exatamente sobre isso que vim hoje aqui falar.

Fico me perguntando sobre o conceito de “conhecer”. Existem pessoas que vemos todos os dias, desde aquelas que só cumprimentamos, até àquelas com que dormimos, mas que na verdade não conhecemos seu interior, sua alma, suas expectativas sobre a vida, seus desejos. E existem aquelas pessoas que nunca vimos, mas com quem falamos todos os dias, recebemos mensagens de texto para dizer nada, e que quando não recebemos sentimos uma falta enorme. Dessas pessoas que nunca vimos sabemos sobre várias coisas, desde seus projetos para a vida até o sabonete que elas usam.

Já fui vítimas dessas duas situações, e posso dizer que conheço melhor a pessoa que nunca vi pessoalmente do que a pessoa que vi todos os dias durante vários meses. Então conhecer fisicamente será apenas um detalhe, será apenas a confirmação daquilo que já sabemos, será como um reencontro.

E desse reencontro, talvez “almático”, espero ter muitas histórias pra contar aqui.

23/07/2009 at 18:51 3 comentários

ATENÇÃO! Aviso importante!

para não ficar em branco…

Crédito da imagem: http://www.flickr.com/photos/escaphandro/3409478284/

19/07/2009 at 21:17 10 comentários

O dia em que Nicéphore Niépce se arrependeu postumamente…

Domingo, 6 horas da noite, acabara o jogo do dia (pouco importava quem vencera),  mesa grande de família na churrascaria rodízio (mas ainda com poucos integrantes), comemoração do aniversário de alguém (talvez esse fato irrelevasse mais que o vencedor do jogo), os 4 chegaram mais cedo (“pra pegar lugar, né?!”), estavam esperando os outros para pensar em talvez comer ou (talvez) ficar de prosa e Vitória não aguentava mais seu pai reclamando da demora da família da mãe, seu irmão a pentelhar-lhe, de 3 em 3 minutos (cravados nos ponteiros) aparecia um garçom “deseja algo para beber, senhorita?”, quando viu, perdida em cima da mesa, a câmera fotográfica da família(

Faço aqui um grande parênteses [que pode ser visto como um parágrafo, como preferir] para falar do grande mal do início deste século, do bug do milênio, da peste 2.0, da praga viral: a máquina digital de fotos.

Há menos de 10 anos funcionava da seguinte forma: vai rolar um evento (seja ele aniversário, churrasco, bebedeira no bar, festinha de final-de-ano, etc…) → Esta reunião vale a pena ser registrada? Se sim, compra-se um filme, caso contrário, mantem-se do jeito que está → Dirige-se até a loja mais próxima e escolhe uma das opções: 12, 24, ou 36 poses (sendo que a de 36, por ventura, poderiam dar em 40, dependendo de cada tipo de máquina) → Coloca-se o filme na máquina e faz um teste, que geralmente era feito com a paisagem ou a pessoa mais próxima ao alcande da lente → Leva-a para o evento e, quando necessário, “junta todo mundo ali” e bate a foto (estas só eram tiradas na certeza eminente de que aquele momento serveria para a posteridade) → Espera-se o filme acabar e, após essa etapa, a partir do primeiro momento em que o seu salário caísse na conta, a ânsia de querer relembrar tais momentos, leváva-nos à loja reveladora, e, aí sim ,teríamos um “albinho” em que todos, sem excessão, poderiam levar aonde fosse e todos (agora os outros “todos”), mais uma (outra) vez, poderiam ver. Não explicarei sobre o processo de revelação, por ser mais chato e mais técnico, caso o desejo dos leitores seja para que o faça, será uma ordem.

As fotos eram tiradas. As fotos eram tiradas e impressas.As fotos eram tiradas, impressas e ficavam em um álbum. As fotos eram tiradas, impressas, ficavam em um álbum e você podia levar para onde fosse para todos desfrutarem delas. As fotos eram tiradas, impressas, ficavam em um álbum, você podia levar para onde fosse para todos desfrutarem delas e não corria o risco de ninguém “apagar” uma ou deixar de “te mandar”.

Não importa qual o motivo, há uma máquina a postos, sempre, para registar o que for, algo que vai desde “o primeiro banho” (porém, caso não o seja, pode ser ‘legendado’ assim) ao prato a ser saboreado em poucos segundos. 40% dos aparelhos de telefonia móvel possuem o artifício da câmera, independente da qualidade, do momento ou da vontade de outrem.

) e, antes de selar as pálpebras, pegou-a, ligou-a, olhou seu visor, fez o ajuste necessário para o que queria, apontou-a para si, [Flash!] tirou uma foto sua, rapidamente girou-a aos seus olhos, apertou qualquer botão, e ficou analisando sua “fotuxa”! Não satisfeita, repetiu o processo¹* (ligar/visor/apontar/flash!/analisar), “Vi, para de tirar fotos que a bateria tá fraca” –  cagou solenemente – com o “foda-se” e o “automático” ligados, repetia, repetia e repetia, constantemente, diversas vezes, consecutivas, chegou sua avó, junto à sua tia, o marido e 3 primos mais velhos – cagou pra eles – e o ¹* imperava, “Vitóóória! Larga essa máquina! Essa menina não tem jeito.” – baldes e mais baldes – com sua imutável máscara de cara-de-cu, apenas suas íris se movimentava, mesmo quando sua prima da mesma idade chegou continuou como estava, quando sua mãe virou e mandou que fosse cumprimentá-los, rabiolhou e voltou os olhos para a tela, de solavanco sua mãe arranca-lhe a máquina, “Vitória! Não te avisei? Acabou de acabar!” – mais potes – do seu lado, uma velha senhora, sua avó (Vó Vitória), tira uma máquina (melhor e mais nova que a sua) da bolsa e empresta pra sua netinha, que continua o processo¹*.


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10/07/2009 at 16:44 1 comentário

eu quero a melodia feita assim…

poucas coisas me inspiram tanto nesta vida, quanto o bom trabalho dos outros… sejam uma ilustração, uma imagem, uma foto, seja um filme, uma música ou uma prosa…

baseado nessa (minha) afirmação, resolvi homenagear a mim com esta ilustração/colagem/montagem, pois ela é o resumo de tudo o que disse antes (para não deixar dúvidas, fui eu quem fez essa imagem e para maiores informações, clique aqui):

06/07/2009 at 01:12 4 comentários

você não gosta de mim, MAS SUA FILHA GOSTA!

01/07/2009 at 21:51 Deixe um comentário


Coração de Poeta


sou só um mensageiro, um profeta, contador de estórias: coração de poeta

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