‘me conta agora como hei de partir…’

produzindo 'eu mando a tristeza embora'...

de certa forma, falar de despedidas é uma coisa fácil para mim… pelo simples fato de odiá-las…

este blogue foi palco constante para o tema… o difícil é encará-las…

peguem este exemplo de extrema simplicidade: um amigo/parente vai passar uma semana na sua casa e durante essa estadia vocês se divertem horrores, todas as noites antes de dormir preparam diversas guloseimas, trocam experiências, conversas, vivenciam histórias… ok, a semana acabou! um abraço e até apróxima?!

não sei, não sou frio a esse ponto! e estamos falando de um parente, de um amigo…

tudo bem que não sei me despedir de amigos muito queridos em um chopp… quem já se arriscou a essa proeza sabe disso… sou sempre o último a ir embora… após deixar todos em seus pontos, me dirijo à banquinha de chopp/cerveja mais próxima e tomo a minha saideira do dia… de certa forma me conforta (não o álcool, mas ficar um curto período com meus pensamentos) e consigo voltar pra casa… para ficar só, de novo…

a solidão não me incomoda… embora às vezes não pareça, sei conviver bem… o que não me conforma é estar em companhias de extrema agradabilidade e ter que deixá-los para ficar só… isso não me convence… não adianta…

mas o sol, que nasce para todos, tem que ares gracejar, não dá para prolongar o prenúncio da solidão e, lembrando um soldado que perdeu a batalha, volto para casa… mas a guerra continua!

vejo um futuro próximo, onde tudo se acertará, não mais precisarei me despedir de queridos, nem voltar para casa e dormir ao lado do vazio… como? que graça teria se soubesse disso?

isolado é um anagrama para solidão… curioso…

e por quê se despedir de certas pessoas é tão ruim? como ‘é impossível ser feliz sozinho’, ao dizer dar tchau a alguém(éns) que te completa(m) – sejam amigos, amores, familiares – o reencontro com o seu ‘eu’ é sentir a falta da(s) união(ões) perfeita(s)… depois de certa idade, não temos mais paciência para os desiguais (sem preconceitos, até porque ninguém é igual), aceitar as diferenças acaba sendo uma tarefa, acredito, mais difícil… fazemos, claro, talvez por política, mas é complicado… preferimos, mesmo que com todas as diferenças, as pessoas com as quais nos identificamos, daí o que denomino ‘igual’ – aquele que tem afinidade com nossos pensamentos, mesmo que discordando…

então, se um ‘igual’ está indo embora, ou vendo você partir, como, como se simples fosse, deixá-lo partir?

eis mais uma questão para ‘as grandes dúvidas da humanidade’…

Uma vez encontrei minha grande amiga-irmã N01.1 numa rodoviária de um Estado diferente (o único momento de nossas vidas que nos cruzamos fora do lugar comum) e ficamos juntos por 6 horas – o tempo da viagem. Dormi loucamente nesse período, não aproveitei sua companhia (nem ela a minha), mas foi prazeroso ao máximo viajar com ela. Hora de ir embora: acham que foi fácil me despedir?

2 comments 08/02/2010

somewhere beyond the cosmos…

Não desejo ser alarmista, pessimista ou anunciante de um mau presságio, mas sinto o dever de divulgar: o mundo está mudando.

Mesmo que esse ‘mundo’ seja o meu.

Pretensioso, não?! Chuvas, terremotos, abalos naturais, e eu pensando em meu futuro.

Uma das muitas formas que este blogue tomou ao longo do ‘1 ano’ foi a de, mesmo sem querer, falar de seu autor: divagar sobre alguns aspectos da vida (global e pessoal) e sua visão sobre os fatos,  divulgar alguns trabalhos feitos pela simples vontade de se expressar (sejam palavras, desenhos, ou o que fizesse – e fizer!), alguns contos levemente adocicados pelo humor, encontros e desencontros, desejos e amores, frustrações e reclamações (graças a Alguém, pouco feitas), críticas (geralmente) positivas, e o rumo que este ‘comandante’ pretende tocar.

Este janeiro último foi de extremos. Minha vida – alguém que faz de tudo para manter o bom humor, olhar as adversidades de forma positiva, move o impossível para o bem de seus próximos – virou um completo caos!

Parece mesquinho, pois em meio a doentes terminais que não sabem se vão chegar ao próximo dia (ou minuto), pessoas que perderam suas casas e seus bens devido a manifestações naturais, guerras sem propósitos, injustiças e violências, estou a ficar preocupado comigo: um cara perfeito – mãos, braços, pernas e cabeça, fortes – que de certa forma não há do que reclamar.

Ontem uma amiga disse: você já parou para pensar que essa virada pode ser o fruto de alguma coisa boa?

Não acredito em destino (um filho-da-puta, isso sim!), nem no acaso, como costumo espalhar: o mundo é uma coincidência, tudo há um porquê. O universo é matemático e a equação precisa se equilibrar.

Determinadas situações não têm explicações e pensar sobre elas só nos traz preocupações. Alguns ‘porquês’ não precisam ser esclarecidos, apenas vividos.

Independente de qualquer rumo que tudo possa tomar, os fatos passados (seja de quando eu tinha 16 ou 26) tiveram um motivo, e cabe a mim saber levar a frente; interpretá-los. E quanto a resposta da pergunta dela: sim! Já parei, inúmeras vezes, para analisar isso.

‘Cantando eu mando a tristeza embora!’

Portanto, neste meu ‘Ano Novo’ – breve explicação: não estou contando este mês de janeiro como fazendo parte de VinteDez, ele está num buraco atemporal que me serviu para abrir os olhos e pensar o que realmente quero da vida: meu ano começa hoje! – estou recuperando o bom humor, que é algo que não pode, nunca, me deixar! Como continuar sendo bobo se perdê-lo?

A esperança, vontade e desejo, não podem, nem devem, morrer, nunca! São, junto as minhas paixões, meu combustível. Vivo para amar, fazer rir, fazer o bem, desejar o melhor, almejar uma vida próspera, fazer o necessário para manter a satisfação aos que me cercam, pois, sem eles, ‘eu nada seria’.

Para onde os ventos vão me levar? Vamos aguardar… Existe um lugar me esperando, somewhere beyond the cosmos

Obs.: Pra quem não sabe, estas nuvens são de um ‘ensaio’ que fiz. Clique aqui para ver.

8 comments 01/02/2010

o estudo de um trabalho colaborativo…

Quando e como eu conheci a Nanda Corrêa vocês sabem, não? Após ela fazer um trabalho em colaboração (conhecidas por aí como collab) com o Sassá, fiquei a desejar o mesmo, porém, sei das minhas limitações com desenhos e conhecem perfeitamente as que ela não tem.

Como farei uma collab com ela?

Os deuses me ouviram e, após ela ler o meu conto sãocormidaminhão, me fez um pedido:

- Johnny! Posso ilustrar um conto seu?

E como negar um pedido desses?

Começamos, de certa forma juntos, a escrever e desenhar (eu no teclado, ela no lápis) e a pensar como seria… Bom, as definições não estão prontas, mas, parte do estudo eu publico aqui. Segue o desenho que foi inspirado no texto, que vai mais abaixo, que foi inspirado no desenho, que está acima, que foi inspirado no texto, que está abaixo, e por favor, não me mandem tomar. Esperamos que gostem:

Despertou.
O sol lambia o horizonte, imóvel.
Sua memória lhe confundia. Não lembrara ter adormecido.
Que lugar era aquele? Recorria a momentos anteriores ao sono.
Nada!
Estranhamente sentia-se leve, possuída por paz.
O sol continuava.
Levantou-se. Lembrar era um ato falho.
Desconhecia suas vestes. Desde quando?
Procurou ao seu redor.
Mas o que? Contemplou a beleza de onde encontrava-se.
Campo aberto, cores naturais: sempre sonhara em conhecer um lugar daqueles.
Seus sonhos se fundiam junto a realidade.
Viver aglomerada em meio a tijolos, desconhecidos e concreto chupava-lhe os pensamentos.
Queria uma fuga.
Onde estava? Não obteria resposta.
Lembrou-se dele. De seu penúltimo encontro.
Ao menos uma lembrança.
Pôs-se a caminhar. Não podia fazer outra coisa.
Sentar e chorar? Dessa vez, não.
Silêncio. A todas as belezas do mundo estão na íris de quem enxerga.
Por quê achar que é um lugar cruel?
Sentiu o brilho que ele, na última vez, não mais o tinha.
As rugas de suas bochechas haviam sumido.
Caminhando ficou. Só ele em memória.
Onde estava, como foi parar ali, porquê estava lá, ou que roupa era aquela: não mais importava.
Queria ter dito. Ter feito. Ter vivido. Ele não quis.
Mas como saber?
Se desejava, não voltou para dizer.
Perdeu-se no espaço/tempo.
Ele não pôde.
Havia um ano. Não digeria sua partida, dividiu-a.
Metade desejava ir, a outra, nada queria.
Sentou-se, mas prometeu a si: sem lágrimas.
E assim ficou…
As memórias estavam vivas: o perfume, as mãos, a barba por fazer; a luz.
‘Por que perdera o cintilante de seus olhos?’
Clareza de consciência. Quando um ‘até breve’ se torna um ‘adeus’?
Mentira para si e, aos prantos, desmoronou.
Um ano. Passa rápido se olhar pra trás.
Nada faz sentido. Triste partida. Forçada.
Sem esperança de reencontro.
Logo eles, que iam recomeçar; retormar de onde haviam parado.
“Que horas devem ser?”.
Estava sem relógio. Tinha que tomar seu medicamento.
Passara a usar remédios. Não suportou a dor.
Perder sem ter. Ansiava por uma outra chance.
Desconhecia o ‘como’.
Sonhava? A lógica era clara.
Já teve sonhos reais. Muitos.
Sempre o mesmo. Incessante.
O último ano fora assim.
Que estava à espera.
E todos terminavam iguais:
Quando o vulto ia tomando forma, acordava.
A sensação era a mesmo.
Ficou a esperar.
Sonho dentro de sonho?
Improvável. Não importava.
E inerte continuou. Esperando.
Se a linha fosse a mesma, logo viria.
Em campos claros, primeira vez. O palco era sempre urbano.
Tomou consciência. Era só aguardar.
Olhou para o sol.
Sorriu.

Ainda inacabado, esperamos que gostem de tudo! E como será no final? Aguardem…

9 comments 26/01/2010

parênteses…

como já deveria ter feito há algum tempo, cá está…

quando namorava a Isis (Vamos ao que interessa! e É pessoal), ela cismou que iria achar a tradução, em outras línguas, para a palavra saudade (que era [não nego que ainda sinto falta] uma constante em nossas vidas) e, segundo ela, achou! em russo! mas achou…

e eu teria que postar essa frase que segue abaixo (as palavras que a própria pedira):

Hoje, minha namorada Isis, descobriu a tradução da palavra saudade, quebrou um tabu nacional, eu apostei com ela que estava errada, não estava, eu disse que era coisa de quem não tinha o que fazer… Estava errado. Minha namorada quebrou um tabu nacional. E eu nem apoiei

bom, não sei russo, logo, sem desmerecê-la, creio que esteja certa… como era uma aposta, tinha que cumprir com a minha palavra e, cá estou eu fazendo…

sem mais…

4 comments 26/01/2010

rir pra não chorar…

quando comecei a escrever neste blogue, nunca desconfiei que ele poderia ser a porta para várias coisas que já me aconteceram…

estava relendo o post de comemoração de um ano e (re)fiquei emocionado com tudo que me foi proporcionado desde sua existência…

meio mal feitinho, eu sei, mas foi o que consegui fazer rapidinho (é um .gif animado, mas no blogue não funciona, só clicar em cima que dá pra ver)...

mas este ‘coração’, que continua pulsando, anda triste… não vê solução para os problemas que surgiram, e anda cabisbaixo, parado… está a mais de uma semana fazendo um desenho (e provavelmente ficará mais uma – ou quantas forem necessárias – o desenho foi iniciado em setembro, mas ficou parado até semana passada), não está satisfeito com os fatos que andam acontecendo e está afim de mudança!

quer mudar… não sabe como nem o que, mas quer! parado não pode ficar… mas não está fácil, sabe? toda a perfeição foi abaixo…

aprendam algo que eu já sabia e, mesmo assim, não fiz como deveria: se você está bem, guarde pra você! não saia por aí falando a todos que está bem, que está assim ou assado…

o geral é que as pessoas não gostem da felicidade alheia, e vão colocar o olho, tudo vai desandar… sempre foi assim!

tudo que é muito perfeito tende a terminar de forma nada agradável… o que fazer? não deixe o pior tomar conta de você ou da perfeição… resolva da forma que julgar ser a melhor, não deixe nenhum sentimento ruim imperar e, pela primeira vez eu falo isso aqui, reze… pois é… reze, faça uma prece… não precisa ser nada ecumênico, apenas faça uma oração, peça que o universo te retorne com umas resposta, do que pode ser o melhor…

a solução que o problema é tomado pode não ser a melhor, mas, o tempo (tempo, tempo, tempo), um safado tão filho-da-puta quanto o destino, faz perceber se foi a certa…

e não adianta ir contra ele… tudo tem seu tempo… o que fazer? aceitar e levar da melhor forma… como vou fazer isso? não sei , mas, de cara, junto à Cartola, rir pra não chorar…

7 comments 18/01/2010

Coração de Profeta…

Inicio, com esse texto, uma nova seção: Coração de Profeta.

Ilustração antiga, feita para outro fim, mas, como não deu em nada, aproveito-a para esta seção

‘Estranhos são os caminhos do Senhor’. Inúmeras foram as vezes que ouvimos essa frase. Pense bem: ‘estranhos’ ou, de certa forma, não fogem ao óbvio?

Alguns trabalham com ‘luz’, outros com ‘anunciações’, ‘visões’, porém, acredito que a lógica seja a mãe das previsões.

Falando nelas, eis uma, para tempos à frente:

Profecia I
E ele apareceu e desapareceu, como se não houvesse corpo material,
Dentro do órgão, objetos explosivos foram implantados,
À distância foi acionado, e tudo, pelos ares foram
Milhares sofrerão inúmeras perdas

E, daqui há anos, serei interpretado como um profeta?

Qual tal pensarmos além, com lógica, olhar fora do perímetro de nossos olhos, ir depois da fronteira dos sentimentos e que o limite não seja nosso apego?

É mais fácil que o que aparenta ser.

Muitas vezes já fui chamado de alarmista, ’sem coração’, frio, por, em determinados assuntos, não colocar sentimento algum, e externar minha opinião. Acreditem: o que os fatos futuros mostraram a quem duvidara?

Aprendi, ao ver os fatos dessa forma, que só muda quem não tem medo. Você pode querer, ter vontade, mas se ainda tiver medo (seja do sucesso, do fracasso), além de não mudar, ainda atribui um adjetivo à sua personalidade: fraqueza.

Sim! Os fracos têm receio do novo, do incerto e, talvez a pior parte, do sucesso alheio! São eles os maiores culpados pelo seu (amigo leitor) insucesso/fracasso. Sabe aquele ‘colega’ de trabalho que, quando você menos espera, te dá uma ‘pernada’? Fraco. Sabe aquela pessoa querida que, por medo, faz o que não é certo e te prejudica? Fraca.

Exclua-os (os fracos) da sua vida! Sejam eles seu melhor amigo, seus pais, seu chefe: não tenha fracos ao seu redor, afinal, o maior sofredor é quem os mantêm a volta: você.

Isso não é uma profecia, apenas a realidade, porém, chame como quiser.

OBS.: Essa não é a ilustração que, ontem, eu estava tuitando, dizendo que fazia uma e bebia vinho, porém, inicia-se hoje, também, além da nova seção, uma Era de Contos Ilustrados (seja ilustração, foto, desenho, foto-montagem, colagem)

5 comments 13/01/2010

indubitalvemente e epigastralgia…

Como eu gostaria de saber rimar!
Rimar para viver,
Mas Deus um dia irá me dar,
Esse dom de saber escrever.

Rimar para falar do mar,
Do céu, do sol, da lua,
Do calor que meu corpo emana,
Quando te vejo nua.

Rima rica, rima pobre,
Ou qualquer classificação,
Não perdendo a beleza,
Que vem do coração.
(‘ÃO’ – Pior rima da língua portuguesa!)

Seja tarde, cedo, noite,
Seja de madrugada, seja dia,
Rimar indubitavelmente,
Ou epigastralgia.

Ser poeta não é fazer versos,
Não é escrever, não é rimar:
É olhar a sua volta,
Reconhecer quem se deve amar.

5 comments 08/01/2010

oh, metade arrancada de mim…

Errei! Errei feio!

Deixei minha vaidade falar mais alto que a minha consciência e, por consequência, o maior prejudicado fui eu.

Ao magoar quem esteve ali, sempre que precisei, sempre que foi possível, que fez esforço para que tudo fosse perfeito, que deu um novo sentido à minha vida, percebi que a mágoa maior foi minha.

Prometi e além de não cumprir, fiz pior.

O que ganhei? A vida perfeita que levaria se esvaiu… Ganhei perdas… Perdi meu grande amor, perdi minha grande amiga, perdi minha companheira, perdi minha parceira, perdi o que recheava de alegria dos meus dias.

Preço alto por gracinhas que não deveriam ter sido ditas. Mesmo que sem intenção… Magoam. Eu me magoaria, porquê não pensei na via invertida?

Não sei o que fazer, não faõ idéia do rumo a tomar… Perdi a única certeza que tinha. Não caibo em mim!

Se alguém, neste exato momento, está tomada de raiva por mim, divide esse sentimento comigo. Estou muito triste e chateado, mas comigo. Por quê magoei?

Olho os casais na rua, nos filmes, na vida, e não! Nenhum é tão perfeito quanto éramos… Eu fiz de tudo para que fosse perfeito! Só não cuidei tão bem do jardim, o suficiente, para evitar desconfianças.

Dei todo o afeto que havia negado ao mundo, fiz tudo o que fiz por amor, cautela, carinho, cuidado… Mas não fui homem o suficiente para evitar que idiotices de ego me tomassem de curiosidade.

Por quê as coisas estava ruins? Não! Estavam maravilhosas… Um egocentrismo mundano me tomou… Por quê fiz? Não sei… Não havia intenção nenhuma por trás… Mas fiz… Ganhei o que?

Ganhei uma vida infeliz, a solidão, arrependimento… E infelicidade… Neste momento, ponho-me a chorar, recorro a todas as músicas, ‘Você bem que podia perdoar / E só mais uma vez me aceitar / Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la / Agora, que faço eu da vida sem você? / Você não me ensinou a te esquecer / Você só me ensinou a te querer’.

‘E de uma coisa fique certa, amor / A porta vai estar sempre aberta, amor / O meu olhar vai dá uma festa, amor / Na hora que você voltar.’

Continua a debulhar-me em lágrimas, não é mentira, mas não estou ligando, meus colegas de trabalho me olham estranho, curiosos querem saber o que se passa, e meus olhos tristes não escondem: saudade de você, saudade do tempo que tudo era perfeito, saudade da época que eu não havia feito nenhuma idiotice, saudade de deitar em você.

Meu coração, que não é de poeta nem de porra nenhuma, não consegue falar nada melhor, nem traduzir o atual momento, mas estou triste, triste demais… Não vejo um bom futuro, mais.

Ontem fiz planos, tracei metas… Hoje não sei o que fazer com elas…

Já fiz a covardia de recorrer a músicas, fecho com o (meu) mestre:

“Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus”

Isis Paris Maia eu te amo com toda a minha alma, até o último suspiro de vida que possuo em meu corpo! Perdão por não ter atendido suas expectativas, e obrigado por você ter sido perfeita!

4 comments 06/01/2010

Previsões para vintedez!

E como já está se tornando um clássico neste blogue, todo ano faço as previsões para o próximo. Pode parecer cara-de-pau dizer que é um ‘clássico’ por este só ter um ano, mas, assim começam eles – fico a imaginar, em 15 anos, por exemplo, meus tantos leitores (e não-leitores, também) a conversar, pelos bares ‘puxa! Você já viu? Sairam as previsões do CDP pra esse ano! – Sério? Vou correndo, ler!’.

E não são muito diferente das do ano anterior, verdade. Mas são complemento, pois, do jeito que foram, serviram, logo, não pretendo deixá-las de lado:

Se um dos lemas (redundante) de 2009 foi ‘Não tolerar o intolerável’, um dos mais fortes de vintedez (mais a frente falarei sobre a origem dessa sigla) não será uma frase, e sim 3 palavras-chave: paciência, empenho e equilíbrio

- Continuar plantando: sempre é bom, nem retiro da listinha

- Se não estou afim de fazer, não farei: e ponto! Nada me fará mudar – pode me chamar do que quiser

- Terminar as coisas começadas: tudo o que, sozinho, foi começado no ano passado, até o meio deste será concluído – e com maestria (por mais presunçosas que essas palavras possam parecer)

- Eu posso!: Tudo. E ponto. É só ‘tá afim.

- Aceito desafios: e por quê não? Salvo os que não estou afim de fazer

- Melhorar o que já sei fazer: e, obviamente, aprender o que não sei – e chegar ao ponto máximo; nível de excelência pro

- Continuar sendo político: e mais amável, menos rígido – tentando (sempre) a aceitar as diferenças

- Fazer mais: e mais, e mais, e mais!

- Cortar o que, e quem, for(em) necessário(s): simples assim – não está fazendo bem: corta / não está indo conforme os conformes: corta / não é assim: corta / E sem mágoas, nem choro – É difícil, mas, verdade

- Tirar mais tempo para mim: ver um filme, ler um livro, ficar de papo pro ar

- Falar menos de vida pessoal: acredito que tenha, em certos momentos, confundido o objetivo deste blogue com a minha vida, claro que conta para o conteúdo apresentado, mas certas nuances e intimidades não precisam ser divulgadas, logo, posso fazê-lo com mais qualidade e apresentar um conteúdo mais bacana, menos eu, e sim, mais meu trabalho

- Retomar (quem sabe?) velhas parcerias: sejam amigos, seja o que for – se deu certo antes, o que impede que dê agora?

- Equilibrar: importante

- Paciência: necessário

- Empenho: fundamental

Neste ano as ‘previsões’ foram mais secas e ríspidas e rígidas e diretas e menos blablablá. Mas não menos carinhosas que as do ano passado e nem deixando de pensar em mim (e em você, claro – caso contrário não divulgaria, seja pra conhecer mais de mim, seja pra tirar alguma para si [por sua conta e risco!]), apenas um ‘roteiro’ de como deverei agir ao longo de vintedez (expressão essa que começou em 2006, o ‘famoso’ projeto vinte-zero-meia que em nada deu porque ninguém se mexeu).

As metas já foram traçadas, os rumos tomados e os objetivos já, já, serão alcançados, disso eu sei (desculpa, de novo, a presunção), mas em meio a isso, muitos amigos continuam a ser cultivados, muitas parcerias bacanas acontecerão e, mais importante de tudo: você, leitor, meu amigo, só terá a ganhar! A aspereza das palavras foram para mim, você só tem a ganhar com a minha amizade (os que já são sabem disso – sorry again!), pois não penso em egoísmo, mas sim, quando almejo uma melhora, creio que sirva também para os que me cercam e, se de alguma forma eu cresço, por tabela, os a minha volta, idem.

Finalizo com as palavras do mestre (Chico) e desejo a todos um excelente vintedez e que venham as parcerias, as colaborações, os contos, as melhorias, o novo layout, as novas seções, as fotos, os desenhos, as pinturas, as camisas, os tênis, os filmes e tudo o mais! Viva vintedez!

Retrato em branco e preto
Tom Jobim – Chico Buarque

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Puxa, mas essa música não é pra cima! Gente, vamos inverter, inventar, revolucionar!

2 comments 05/01/2010

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