passos para quem quiser me irritar…

ontem tivemos o dia mais quento do ano…

calor em excesso é irritante… sair do ar-condicionado e ir para o almoço no calor, com a calça (quem trabalha formalmente, em lugares que não são metidos a estúdio cool, sabe como é isso – invejo as saias das moças) escorrendo suor para as meias, uma linha de água descendo pelas costas e indo para a barra elástica da sua cueca… e sendo careca, então… a falta de cabelo não prende o suor… a testa goticulada, jorrando para os olhos, que ardem…

tirando a calefação ambiente e fazer o que não estou com a menor vontade (por ter dado a minha palavra, executo – com promessas de não mais o fazer, mesmo que o outro lado ache que seja um escroto – parei!) , sabe o que realmente me irrita?

acho que nunca deixei claro neste blogue: pessoas que me cortam acabam com meu humor!

por alguns motivos:

- primeiro por ser falta-de-educação, mas tudo bem… todos já cortamos e fomos cortados… reparem bem: pessoas educadas, mesmo que queiram falar, esperam a sua vez (assim como também costumam dar créditos às piadas e comentários que não são seus)…

- tenho um problema com linha de pensamento… acabo enfurnando 30 mil coisas na cabeça que fica difícil manter uma reta… quando formada, fica clara… mas ao ser cortada, é necesário que toda a tese, antes formulada e construída (longe de ter o pensamento lento, tá?! mas quem exita, fala menos merda – se assim, já falo) seja refeita, me lembre o ponto que parei, e retome…

- ao ser cortado, esqueço totalmente de onde estava… e fico sem saco de reformular o pensamento… mas se o ouvinte realmente estivesse interessado em escutar, não cortaria pra:

a) fazer uma piada sem graça sobre o assunto;
b) pegar de gancho do tema e contar uma história que começa com ‘eu’ (logo, logo, falarei sobre o ‘eu vaidoso’);
c) chamar outrem a participar e tentar me sacanear por algo sincero que disse;
d) cortar pra concordar e dizer que sabe bem como é.

apelo: por favor, não me cortem!

quem quiser me irritar, já sabe…

ah… já que comecei com o ‘corte’, vou falar de outras coisas que me incomodam também:

- sabichões nada humildes: geralmente são umas bestas… sabem demais de tudo…

- o ‘eu vaidoso’: a pessoa é tão umbigo, mas tão umbigo, que consegue enfiar um ‘eu’ em tudo o que você conversa com ela… ‘comigo’, ‘meu’ e ‘minha’ são variações do ‘eu’… ex.: pizza: “puxa, ontem fui comer uma pizza maravilhosa!” – “isso porquê você nunca foi no lugar que eu vou sempre” / ex.: mãe: “pô… mamãe fez um doce maravilhoso!” – “você tem que comer que a minha mãe faz! é perfeito!”

- os que sofrem mais que você: faz parte ‘eu vaidoso’ – ex.: um diálogo entre quem já quebrou a perna: “puxa, fraturei a perna!” – “ah… mas quando eu fraturei, foi em duas partes”

- os ‘geniais’: alguém solta uma tirada fantástica e você ouve em seguida algo como ‘era isso que eu ia falar’ – PORRA! por quais diabos não falou antes, então?

a lista continua… mas quem quiser me irritar já tá aprendendo…

Add comment 06/11/2009

atro-(cidade)/(pelado)…

Sílvia havia termiado seu namoro na noite anterior, tudo o que não precisava era ser mandada embora na segunda hora do dia. Com muita raiva, dirigia sua Uno 2001, entrou na rua sem prestar atenção, desviou de Paulo, porém…

Paulo estava com muita vontade de comer açaí, passou uma semana com esse desejo e estava feliz a caminhar pela rua, com o copo do suco, quando o canudo, ainda no papel protetor, caiu no meio da rua e ao abaixar-se viu um carro em sua direção, e foi o tempo de pular para o lado, cair em cima do açaí, olhar para trás e gritar ‘cuidado!’ para Roberto, só que…

Roberto corria, mas corria muito, estava super atrasado, sua entrevista era em 2 minutos e havia acabado de imprimir seu currículo na papelaria, ‘maldita hora pra uma impressora quebrar’, e, como se não bastasse, pé n’água, uma poça enorme, e o segundo pé também, ao desesquilibrar-se seu currículo titubeou cair, malabares com papel, e feliz ia ao ver um carro passar por uma rapaz que se jogou em cima do açaí e gritou, ‘mas só pode ser pra mocinha atrás, eu estou vendo’ e deu um passo para frente, o carro passou, mas ao olhar para Paula…

Paula estava voltando da academia e pulava de alegria, pois já havia perdido 1/3 do peso que se propora jogar fora, pois realmente estava precisando ‘dá uma moral’ pra auto-estima, só conseguia ter os pensamentos voltados para Tadeu, e amanhã usaria o vestido florido e tomaria café com ele, que não tinha como não prestar atenção nela, as unhas estavam meticulosamente feitas, mas seus planos iriam abaixo após ver um rapaz se arremessando no chão, outro se desviando e o carro vindo em sua direção, sua vida passando nesse segundo e o carro desviando dela, que, por ser ‘avantajada’ tapou a visão da motorista que não viu Joana…

Joana havia soltado a mão de sua babá e, ao atravessar a rua com seu cachorro, achou que ia ser bom ficar pulando as imperfeições do asfalto, algo místico na cabeça das crianças faz com que elas façam isso, mas na verdade, na dos adultos também, o problema é que as convenções mundanas fazem com que percamos ao longo, embora, às vezes, ao andarmos pelo calçadão de Copacabana, por exemplo, tentemos colocar os pés só nas pretas, ou, por ventura, só nas brancas e andar sem perceber o mundo à nossa volta, e foi exatamente isso que aconteceu com ela, que ao ouvir o grito de Paulo, se assustou e correu para trás de Paula na tentativa de se esconder, mas quando viu o carro se aproximando, foi para o mesmo lado que ela e seu salvou, mas se esqueceu de Chiquinho…

Chiquinho era um beagle muito dócil e tinha quatro anos.

2 comments 05/11/2009

meus pés…


maiores informações no meu flickr

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1 comment 04/11/2009

I want to be a Rockstar…

Quem puder dar uma ajuda, pra ver se entra no concurso, é só votar aqui
(Peraí, pra ver se entra no concurso? É, isso mesmo, quem quiser maiores explicações, é só perguntar):

www.threadless.com/critique/55345/I_want_to_be_a_rockstar

Obrigado, gente!

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Add comment 02/11/2009

minhas modelos…

gente, essa aqui foi uma séris de desenhos que fiz… por trabalhar com imagem, gosto de beleza, e isso essas moças tem de sobra… tudo bem que a izzie é a mais linda…

embaixo de cada foto segue o blogue de cada uma… além de lindas, escrevem… e bem!

os desenhos estão na ordem que foram produzidos:

contosemfada.blogspot.com

nasharasilveira.blogspot.com

isoca.wordpress.com

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13 comments 25/10/2009

meu brinquedo novo…

fotos tiradas com meu novo brinquedinho…um autorretrato…


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3 comments 23/10/2009

a estranha história da mulher que comeu a própria cabeça…

Dia 5 – Quarta-feira – 12:17 – Largo da Carioca – Centro Histório do Rio de Janeiro

Gritaria, sirenes, calor, pessoas passando mal, ambulâncias, câmeras de TV, policiais, câmeras de celular, sol forte, uma maca passando, desespero, sangue – muito sangue, ‘meu Deus! Ela comeu a própria cabeça!’

Dia 5 – Quarta-feira – 10:09 – Largo da Carioca – Centro Histório do Rio de Janeiro

Soraya pega uma cadeira de praia, senta-se no meio do Largo, pega uma caneta grossa e escreve no papelão de uma caixa de mudanças: 12:00 VOU COMER MINHA CABEÇA

Dia 1 – Sábado – 23:27 – Casa da Soraya – Bairro do Flamengo

Soraya espera ansiosamente uma ligação telefônica.

Dia 6 – Quinta-feira – Televisão – Programa de debate

“Impossível alguém comer a própria cabeça. Se ainda fosse de alguma uma outra pessoa, mesmo assim, seria difícil. Mas como chamaremos isso? ‘Autofagia’? Deve ser algo forjado. Dá pra entender o absurdo que isso é? Alguma jogada de martinkg, só pode.”

Dia 29 – Quinta-feira – 21:21 – Rua Marquês de Abrantes – Bairro do Flamengo

Ninguém estava pensando nela.

Dia 2 – Domingo – 3:44 – Casa da Soraya – Bairro do Flamengo

Soraya, que já estava dormindo, recebeu a tão esperada ligação.

Dia 28 – Quarta-feira – 12:02 – Largo da Carioca – Centro Histórico do Rio de Janeiro

Ao sair de seu trabalho para almoçar, Soraya sentiu uma fome estranha. Olhou a sua volta, viu um ótimo guitarrista de blues não-valorizado vendendo seus discos, ninguém dava-lhe atenção, uma multidão de pedintes misturava-se aos transeuntes do local.

Dia 6 – Quinta-feira – Televisão – Programa Religioso

Abram em I Coríntios, capítulo 11, versículo 29: poooois… quem coooooome e beeeeeebe… sem distinguiiiiiiir devidameeeeeeente o cooooooooorpo… come e bebe SUA PRÓPRIA CONDENAÇÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!

Dia 5 – Quarta feira – 9:22 – Casa da Soraya – Bairro do Flamengo

Soraya acorda, olha a cabeceira de sua cama, vê sua aliança, seus lenços de papel amassados, seus planos chorados e sua vida sem rumo e futuro. Decidiu não mais viver. Após 3 dias sem sair de casa e só chorar e dormir, sem se alimentar, resolveu sair de casa, comer e morrer.

Dia 5 – Quarta-feira – 12:42 – Largo da Carioca – Centro Histórico do Rio de Janeiro

Repórter de TV: “Estamos aqui, no Largo da Carioca, onde, supostamente, a secretária Soraya Sousa, de 26 anos, comeu a própria cabeça. Os motivos ainda são desconhecidos. As pessoas que viram os fatos estão estarrecidas. Ainda não se sabe ao certo o que foi que aconteceu.”

Repórter de outro canal de TV entrevistando um senhor de terno:

- O senhor viu tudo o que aconteceu?

- Rapaz, eu estava passando por aqui, e vi umas pessoas gritando, aquela moça (aponta para um banco de plástico onde se encontra uma senhora de massa copórea avantajada, suando – sua blusa rosa, do mesmo tom de suas bochechas, cheia de rastros de umidade embaixo das dobras dos braços, das dos seios e das do abdómen – cabelo desgrenhado, passando um pano na testa, apertando uma das mãos contra o peito, olhando pra cima, balançando a cabeça, parecendo não acreditar no que via e balbuciava alguma palavra ininteligível) desmaiou uma 4 vezes. Não sei ao certo até onde ela estava realmente passando mal ou se queria chamar mais atenção que a coitada que comeu a cabeça…

- Mas o senhor a viu comendo a cabeça?

- Eu vi, mas essa daí tava chamando tanta atenção, gritava, caía, e levantavam-na, e caía de novo, que não pude ficar com a atenção na moça, que nem estava acreditando que ela ia comer a cabeça, mas quando olhei de volta, pronto: estava ela sem.

Dia 29 – Sexta-feira – 16:01 – Agência Bancária – Avenida Rio Branco

Soraya acabara de conversar com seu gerente. Seu casamento seria financiado e ainda conseguiria dar entrada no seu apartamento: seu sonho estava se realizando.

Dia 7 – Sexta-feira – 15:36 – Televisão – Programa da tarde

Muitas vezes não comemos como deveríamos, comemos em excesso e, contínuas vezes, alimentos que são verdadeiros venenos ao organismo… Ah, mas são tão bons, né?! Então, papel e caneta na mão, vamos anotar a receita o leitão à pururuca!

Dia 30 – Sábado – 11:12 – Casa da Soraya – Bairro do Flamengo

Ao telefone, Soraya discutia com sua mãe:

- Mãe! A senhora não está entendendo: eu vou casar!

- Mas minha filha, eu sei que já era hora, mas com esse rapaz? Ele é um rapaz correto pra você?

- Não importa, mãe! Eu já estou cansada dessa vida… Ele vai me tirar daqui! Não aguento mais a senhora no meu ouvido.

- Você é muito ingrata! Seus irmãos não são assim.

- Tô cansada de você! Cansada do meu emprego, cansada de tudo! Tive uma luz! Me deixa em paz! Eu vou embora!

Dia 16 – Domingo – 20:02 – Televisão – Revista Televisiva

E, mesmo depois de duas semanas, a estranha história da mulher que comeu a própria cabeça continua tendo repercursões de todos os cantos do planeta. O motivo de tal ato desesperado ainda é desconhecido. As autoridades locais procuram provas, testemunhas, qualquer coisa. Marilene Cândida, a famosa senhora que aparece desmaiando consequitivamente, nos vídeos amadores, fala sobre o assunto:

- Num era coisa de Deus não, num sabe? Foi um absurdo! Menino! Eu estava passando, num sabe? Fui comprar o enchovalzinho pro Wandersonzinho que estava pra nascer, num sabe? É o quarto filho da minha filha, que minha filha num tem muitas condições, num sabe? Minha filha é um pouco desafortunada, o marido bebe muito, num sabe? Aí eu fui lá, comprar roupinha pro neném e tava passando por lá, vi uns ‘pessoal’ gritando, uns ‘pessoal’ falando que duvidava e fui entrando no meio, num sabe? Fique curiosa, queria ver o que era, e fui lá, num sabe? Quando vi, menino! Nossa! Num era de Deus, num era!

Segundo a mitologia chinesa, o Tao Tie, que representa a ganância, é uma espécie de gárgula, aquelas que encontramos nas vasilhas antigas, de bronze, e é o quinto filho de um dragão, com um apetite que chega a comer a própria cabeça.

A seita Soh Rhay-Ha divulgou as imagens da, como eles chamam, ‘estrela que eclodiu’, no momento exato de sua autofagia. A filmagem foi feita pela única câmera de celular que conseguiu chegar perto a multidão e não se desviar ao ver Marilene desmaiando. A qualidade  não é muito boa, mas podemos ver, exatamente o momento em que ela começa ‘eclodir’. Aviso: imagens fortes a seguir, por favor, quem tiver algum problema de saúde, não veja. Vamos ao vídeo:

Numa gravação de celular, mal definida, encontra-se o Largo da Carioca, uma menina sentada e uma multidão à sua volta. O marcador da câmera mostra que são 11:58. Todos começam a gritar ‘começa! Começa! Começa!’. As pessoas ficam mais eufóriacas, Soraya se levanta, a imagem é ruim, muito ‘pixelada’, alguem grita ‘comer a cabeça, é? Come essa daqui, então!’, a multidão ri, acha graça da degraça alheia, ela levanta os braços pro ar, segura a cabeça, mal dá para ver, é preciso muita atenção. Marilene dá um grito desesperado “Meus Deus! Alguém ajuda ela!’ e desaba no chão. Soraya abre a boca, projeta seu maxilar à frente e ‘Bateria Baixa – Desligando o telefone’.


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2 comments 20/10/2009

ontem…

ontem eu queria ter te dito o quanto você me faz feliz…

eu queria ter te dito que nesse último mês (exatamente um mês) tenho me sentido completo…

queria ter dito que a minha busca acabou…

ter dito que você é única, singular, ímpar…

dito que te amo umas 38 mil vezes…

não consegui… tudo bem…

terei até meu último suspiro para te dizer isso todos os dias…


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3 comments 19/10/2009

eggclipse…


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2 comments 13/10/2009

eu não quero namorar (com você!)… [Atualizado dia 19/10/09]

‘Enviar’

Viu umas quatro ou cinco vezes esse botão, mas antes de mandar, releu o texto:

Não sei o porquê de te enviar esta mensagem, mas a vontade está aqui e assim estou fazendo. Outro dia, caminhando na rua, te vi com uma pessoa. Até então, normal, você já não me ligava mais, achei que pudesse ter acontecido algo do tipo, realmente. Ao encontrar os amigos em comum vi que você, logo você, que vivia dizendo ‘não quero namorar, não estou nessa época, não me sinto à vontade, tenho que me preparar’, estava, para meu espanto, namorando.

É, reler aquilo era duro. Não fazia idéia do quanto gostava. As memórias pipocavam. Por quê não deram certo? Sem resposta, continuou.

Não acreditei, claro! Será que tudo o que vivemos foi em vão? Será que ter me jogado em uma relação sem futuro me valeu a pena? Meu peito dói. Não sei qual a sua parcela de culpa. Talvez todas. Talvez nenhuma. Falta de aviso não foi. Incansáveis foram as vezes que repetistes para mim: não quero namorar!

E como o sol encoberto pela tempestade, você sumiu! – Ai, isso não, brega demais. - (delete) Você sumiu! Desapareceu da mesma forma que apareceu. Mas você mudou a minha vida. Abriu um mundo novo. Como alguém de suma importância pode ir sem ao menos dar ‘tchau’? Quero continuar nesse universo que você me apresentou, mas como? Estas questões ficam martelando, martelando, martelando… Não encontro respostas.

Não se conteve: chorou!

Fui catar umas fotos nossas. Como nos divertíamos, não? Entrei na sua página de relacionamento para ver suas fotos. Primeira coisa de notei foi o seu status de relacionamento: ‘namorando”, logo quem ‘não queria namorar’. E várias imagens no album. Todas bloqueadas para mim. Tudo bem, como minha curiosidade foi grande, e mudei o meu X9 para ver suas fotos em páginas de amigos. Todas em que estavas, aquela outra pessoa estava contigo. estavam felizes, né?! Tudo o que me prometestes, fizeram juntos. Mas por quê? Não seríamos um casal bom o suficiente? Eu apostava tudo em nós.

Acredito que te faria mais feliz. – Pesado, não? Talvez prepotente. Ah, tô com raiva, mesmo, vou mandar assim. – Não te vejo com a mesma felicidade que te via ao estar comigo. – Mentira! Essas fotos estão lindas! Como eles estão felizes! Nossa! Mas e eu? Eles estão tão bem. Mas qual o problema de namorar comigo? – Aconteceu alguma coisa? – Isso é complicado, vou acabar ouvindo o que não quero… Ou será que quero? – Por favor, se precisares de um ombro amigo, estarei aqui, tá? Pode contar comigo, já que, as circusntâncias fizeram eu perder uma pessoa querida, da qual eu sempre confiei! – Essa é pra doer, mesmo!

Olho nossas fotos, lembranças, problemas que passamos juntos, risadas e não entendo como que o ‘não quero namorar’, pelo que eu entendi, era só comigo, né?

Mas é a vida. Dessa vez eu perdi. Ou será que ganhei? Não me mostra muito caráter ao dizer uma coisa e fazer outra. Eu quero uma pessoa assim do meu lado? Diz uma coisa e faz outra? Acho que não – Raiva! Não, não posso mandar isso, melhor apagar. (Delete) Vou colocar assim: – Mas é a vida. Não importa o que perdemos, apenas o que deixamos de ganhar. E, sinceramente, eu tinha muito a dar, porém, como não quisestes receber, a culpa não foi minha, – Mas o que eu fiz?! Por que não namorar comigo? - e, do fundo do coração, só quero que você seja feliz. Já que não é do meu lado, que seja dessa pessoa feia, sem classe, baixo nível total, afinal: cada um tem o que merece!


E apertou o ‘Enviar’.

(a Isis que me desculpe quanto ao título, mas, pode usar também e fazer a sua abordagem. Tivemos a idéia dele, juntos.)

Outro dia um camarada veio me dizer que namorar é verdo transitivo direto e não pede preposição, logo, o certo é ‘eu não quero namorar (você)’, porém, em minha defesa, recorro a Oswald de Andrade e a Carlos Drummond de Andrade:

Pronominais
Oswald de Andrade

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro


No meio do caminho
Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


©Todos os direitos reservados

9 comments 09/10/2009

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