“GROSSO É O CARALHO!” ou “no peito dos ‘chatos’ também bate um coração”

02/09/2009 at 03:36 8 comentários

Leia ouvindo Chicas: http://blip.fm/~cpm66

– Chaaaaaato!

Quase sempre, quando me deparo com alguém, é a primeira coisa que ouço. Graças aos céus, sempre acompanhados de sorrisos, gargalhadas ou dancinhas inventadas, logo, concluo com a humilde sagacidade de um psicólogo forense: um ‘chato’ da paz.

Explicação: geralmente quando marco qualquer coisa com alguém, ao chegar, ou finjo que não vejo, ou dou um susto, ou chego dançando, enfim… É muito normalzinho você encontrar, dar um risinho, dois beijinhos e fazer o proposto. É mais interessante surpreender o outro! Seja lá como for. Ah, gente! Fazer o que todos fazem é simples, todo mundo já faz! Onde ficam as surpresas? O que seria da nossa estadia nesse lugar sem ser surpreendido? Por quê não jogar uma páprica (ou canela [por falar em canela: você sabia que o gosto da canela está no cheiro?], ou o que preferir – ao gosto do cliente), dar uma temperada ao encontrar um(a) amigo(a), conhecido(a) ou outrem, que seja?

Física (a matéria escolar do velho segundo grau) só foi o forte no (antigo) primeiro ano para ensinar uma ex-namorada (de escola), mas tração, delta ‘téta’, calorimetria e afins não povoaram a minha (excelente, até certo ponto) memória. O que marcou foi uma das Leis de Newton (senão me engano, a terceira) que para cada ação há uma reação contrária e de igual valor/intensidade (sempre confesso algo, não poderia ser diferente, então: não lembro se é assim, exatamente, poderia pesquisar, mas preferi não fazê-lo – memória, memória, memória: trabalhe!).

Imagino, como uma criança de 6 anos, que a afirmação da física tenha uma subcategoria condizendo que valor/intensidade igual, não necessariamente, é duas laranjas em troca de duas laranjas.

Digamos que você trabalhe em uma loja (ou um escritório, ou um callcenter, ou um almoxarifado, ou uma expedição, ou um(a)…) com 7 pessoas. Seis, incluindo você, são o crème de la crème do que há de mais interessante para se conviver. Mas o ‘um’ que falta (sem a necessidade de ser o chefe) é a pessoa mais escrota deste terceiro planeta do sistema solar, um excelente exemplar daquelas pessoas que desenterram todos os nossos sentimentos mais obscuros, aqueles que fazemos [todas as] questões de não deixar que nos tomem conta.

Logo, neste caso, o ‘peso’ é de 6 para 1. Um filho-da-puta para seis pessoas corretas. E esse é o equilíbrio do universo: a ação e reação. Imaginem-se trabalhando em uma sala com mais duas pessoas apenas. E uma dessas duas é esse(a). Ou vocês trocam tabefes ou alguém, que de preferência não seja você, faz uma maldade muito forte para com ele(a).

Ser um ‘chato’ da paz não é tão ruim, assim.

O que realmente não gosto é quando, por ventura, resolvem felicitar o doce anjo que vos escreve atribuindo o adjetivo de grosso [Indivíduo impolido, grosseiro – segundo o Dicionário Babylon]. Como já o fizeram antes, nada mais justo que me aproveitar da situação e exercitar esse meu lado:

– Grosso é o caralho!

Como todo ser-humano que não chegou ao grau pleno de evolução, tenho os meus momentos de intolerância, normalmente, após momentos de burrice alheia (ora incompreensão [de texto ou não], ora estupidez – ignorância eu costumo relevar, ninguém é obrigado a saber certas coisas – me pegando como exemplo, quando querem falar-me  sobre programas-show de realidade ou novelas, confesso a minha; não faz parte da minha realidade), falta de educação e nonsensismos (e viva o neologismo!). Agora, se pensa diferente de mim e me prova que tem argumento para tal, beleza, como disse no início do ano: viva a diversidade. Afinal, o que seria do blablablá, blaaablaaablááá, blaaaaablaaaaablááááá (lembrando que el amarillo és mi color favorito)…

Antes de entrar de férias, uma colega do trabalho não entendeu um comentário que fiz (incompreensão), tentei explicar, ela não quis ouvir (estupidez), e após tamanha falta de educação me disse:

– Ninguém é obrigado a ouvir suas grosserias, você ainda vai ficar sozinho.

E entrei de férias.

Encucado com aquelas palavras.

Após muita meditação, a conclusão não poderia ser diferente: pois é, prefiro ficar só. Se a opção é conviver com gente que fecha a percepção, desinteressados, calculistas, [que comece a baixaria!] gente burra, estúpida, desculpeiros esfarradapos e afins, não cerro os olhos pela metdade antes de escolher ficar só, junto as minhas idéias. Simples assim.

De determinada data para cá, adotei a filosofia batida (safada / clichê / sem-vergonha): para que complicar se podemos simplificar?

E digo, hein?! Tem funcionado. Aprendi(?) a não sofrer por antecipação, treinei a intolerância, parei de guardar meus sentimentos, falo [e faço] o que for necessário, não mais me escondo, sinto menos vergonha de uma forma geral, produzo mais [e melhor]. Tem dado certo. Quem quiser tentar, dou força. Obviamente não significa que o que foi bom pra mim será para mais alguém, porém, tentar, nada custa. E a penalidade é apenas uma história pra contar.

Os amigos de verdade conhecem os meus lados e me entendem. E sabem também o quão a pena vale ser amigo deste que vos escreve. Não é pretensão da minha parte, não (embora pareça), mas ser amigo meu, além de ser uma façanha difícil (sou de fácil acesso, porém, não tão aberto, assim), é recompensatório e a tendência é a soma.

Tem gente que tem paixão por música, outros por cinema, alguns por livros, mar, praia, dançar, comer, encher a cara… Tenho por todas essas. Todavia, a que realmente me dá vontade de abrir os olhos e viver bem o dia é um sorriso. Trabalho fortemente para arrancar vários ao longo do dia. Isso, sim, é um puta motivo que não me faz desistir de certos sonhos. Faço o necessário pra receber um. Frase do Quintana [Gênio]: O sorriso enriquece os recebedores, sem empobrecer os doadores [Parece pensamento de Twitter, né?! Mas genial!]. E não é?

Portanto, se volta e meia sou, o já dito, ‘chato’ da paz, é por opção, a intolerância é algo a ser trabalhado e os sorrisos vou colhendo… Mas grosso? ‘A pá’ puta-que-pariu! ‘Tomá’ no cu! ‘A pá’ porra! Grosso é o caralho!

— Momento ‘Eu mereço’ —

Após a publicação deste texto, enviei pra tal ‘colega de trabalho’ lá do meio, que peguei como mote para iniciar o argumento, e travamos esse diálogo pelo programa de mensagens instantâneas:

Ela: bom, odiei o texto
Ela: e q bom q c pensa assim d pessoas q pensam diferente d vc
Ela: viva sozinho e feliz
Ela: esse é o lema ne
Ela: tchau
Eu: tá vendo?
Ela: pra mim foi um texto totalmente agressivo
Eu: como assim?
Eu: claro q não!
Ela: viveria mais feliz sem ter gasto meu precioso tempo com isso, ja li coisas melhores


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carnaval? fora de época? o bom saturno sempre à casa retorna…

8 Comentários Add your own

  • 1. isoca  |  02/09/2009 às 05:10

    Não ser convencional e ser chato são duas coisas diferentes…acho que você está mais para o ‘não convencional’.
    E ah… que graça teria a vida sem as surpresas? é esse doce tipo de chato que sempre é lembrado.

  • 2. Náshara  |  02/09/2009 às 11:00

    Chaaaaatuuuuuu!!!!

    Parodiando um certo ditado: Quem te conhece que te compre!

  • 3. coracaodepoeta  |  02/09/2009 às 11:16

    Ah é, é?
    Se eu fosse tu abria o olho…
    E aproveitava e ficava olhando pro lado certo!

    Hehehe 😉

    E, aproveitava que o preço é barato, né?!

  • 4. Jujuba  |  02/09/2009 às 11:18

    Eu tenho tentado ficar mais calada quando acontecem essas coisas e fazer cara de paisagem… pra mim funciona melhor. Mas nem sempre consigo e aí a minha intolerância vem quicando…

  • 5. coracaodepoeta  |  02/09/2009 às 11:18

    E Isis, não posso concordar contigo:
    Eu sou é chato, mesmo.
    😛

    E Julinha, me veio um funk horroroso na cabeça!

  • 6. Jujuba  |  02/09/2009 às 11:25

    hahahaha mas foi essa a intenção!

  • […] na minha vó, voltou a me peguntar se estava fabricando os doces.. para não ser grosso (grosso é o caralho!) com ela, preferi roubar uns pés-de-muleque, comer um pedaço de bolo e, quando ia partir, o sono […]

  • […] Fiquei feliz que este espaço, por menor que seja, tenha levado alegrias, pensamentos, bobeiras, e, às vezes, reflexões ao longo de sua existência. Que os 5 minutinhos por dia, ou por semana, que você tenha voltado para esta página, tenha dado uma certa cor à sua vida ou um sorriso para a minha coleção. […]

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