soneto de separação

30/04/2009 at 00:18 2 comentários

(Vinícius de Moraes)

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

OBS.: é antigo, mas SEMPRE é bom!

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tristeza, por favor: vá embora! a arte do encontro…

2 Comentários Add your own

  • 1. meutempoehquando  |  30/04/2009 às 17:28

    Ai, Vinicius…
    Esse é lindo, mas é triste toda vida.
    Esse é melhor:
    O verbo no infinito

    “E crescer, e saber, e ser, e haver
    E perder, e sofrer, e ter horror
    De ser e amar, e se sentir maldito

    E esquecer tudo ao vir um novo amor
    E viver esse amor até morrer
    E ir conjugar o verbo no infinito…”

  • 2. meutempoehquando  |  30/04/2009 às 17:31

    Só um trecho, mas vale ler ele todo!

    : )

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