minhas noites de uva-do-monte…

13/04/2009 at 00:23 Deixe um comentário

acabei de ver o filme my blueberry nights e confesso (como sabem que não sou dado a mentiras) que gostei bastante! pode ser considerado filme de mulherzinha, mas, mesmo assim, apreciei…

falarei brevemente sobre o filme, a estrutura e alguns aspectos, mas o que desejo abordar não é isso, caso prefiram, pulem o parágrafo posterior… e não possui spoilers (informações sobre a obra que, de alguma forma, entregam o seu conteúdo)…

é basicamente sobre perdas e o que ganhamos com elas… leva uma linha aristotélica, possui algumas estórias e um desfecho… em determinados momentos tem uma edição modernosa, o que não chega a incomodar, e sua trilha sonora é excelente, afinal, um filme que a atriz(?) principal é norah jones, o mínimo que uma trilha deve, em respeito a ela, é ser boa…

mas o filme só me fez ficar pensando sobre o tempo que perdemos…

sobre o tempo que perdemos e, por caprichos mundanos, não nos entregamos aos nossos sentimentos… sobre tudo o que gostaríamos de falar e nos calamos… o que deixamos de viver por ficarmos parados…

não possuo medo de morrer… também não perdi, ainda, nenhum ente querido… não sei como é essa dor… a perda mais forte da qual passei foi uma tia que casou-se com um suíço e, às pressas, deixou o país para morar fora… e desde esse dia eu ‘perdi’ a minha mãe…

mas algo que fica me rodeando, e muito, é o sentimento de, quando o dia da perda chegar, não estar preparado… não ter dito, o suficiente, o quanto amava, o quanto apreciava tais companhias e a falta imensurável que estas pessoas farão…

existe uma injustiça divina na perda: nunca estamos preparados e não vem na melhor hora… e o sofrimento fará parte, sempre, e mais uma vez confesso algo a vocês: odeio despedidas! qualquer despedida… desde um simples ‘tchau’ ao telefone ou um ‘boa viagem, nos vemos na próxima’…

em determinado momento do filme, no início, a lizzie (norah jones) solta a seguinte frase:

como dizer adeus a uma pessoa que nunca se imaginou viver sem?

não sei… não sei, mesmo…

o ideal é não precisar dizer adeus… porém, caso seja necessário, e um dia será, que ele não venha com a culpa do ‘queria tanto ter te dito que…’…

afinal será apenas uma despedida, logo logo entraremos em contato… seja aqui, seja aonde for… logo logo estaremos juntos… e, acreditem, sem arrependimentos… o processo do ‘vou-me, mas não sem falar falar tudo o que você merece ouvir’ já começou… não quero estar despreparado…

cuidado! você pode ser o(a) próximo(a)…


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1ª estampa… des(a)tino…

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