houve uma vez…

27/12/2008 at 15:11 Deixe um comentário

atenção! contém palavra de baixo calão!

nestas épocas de festas, sempre me lembro de uma historia contada há uns três anos por um amigo…

22 de dezembro, almoço de natal, mesão de churrascaria, 58 pessoas perfiladas num lado, 87 no outro (o chefe estava no primeiro), e dentre elas haviam esposas, maridos, filhos, irmãos, irmãs, cunhados, sogras, empregadas, babás… todos afim de aproveitar a ‘ceia’ farta, custo zero, bebida gelada, e por quê não, contar anedotas de salão?

entre uma picanha maturada e uma fraldinha, alguém levantava o indicador para o alto, pedia a atenção dos demais, e falava uma anedota curta, nem sempre engraçada (não à toa, meu amigo não se lembra de nenhuma), mas todos davam risadas, uns não entendiam, algumas forçadas, já que a estória assim pedia, mas estavam em clima de confraternização, mesmo que a maioria nem se conhecesse:

– você não é a prima da marcinha que fica na máquina fotocopiadora?

– oi ném, não! eu sou a mulher do irmão do paiva, ném…

– e onde está a prima da marcinha?

– ué, ném! e não é aquela ali conversando com o enteado do silva?

passadas duas horas de almoço, todos frenéticos: ‘eu vim aqui pra dá prejuízo!’, eis que do fundo, em meio as anedotas, surge um senhor distinto (desculpe o clichê, mas não consigo imaginar termo diferente para descrevê-lo), terno, meia idade, levanta timidamente o seu indicador e à espera fica… as pessoas demoraram a perceber sua vontade de contar uma piada, afinal, só rira, para dentro, das do filho do silveirinha, um moleque infernal de 11 anos, que contou umas três, sujas, de joãozinho e professora…

anunciando o óbvio: o espanto foi geral! a mesa inteira estava afoita para ouvir as palavras engraçadas que estavam por vir! se amontoaram ao redor, olhou o perímetro da mesa, todos à postos, até os garçons por motivos de cansaço excessivo, pararam… as mesas ao lado, obrigadas a dar uma trégua, automaticamente viraram platéia… foi quando apontou para o vento e puxou:

– era uma vez uma chupador de buceta…

muitos soltaram gargalhadas histéricas (meu amigo foi um desses), têve quem se ofendesse, olhares tortos voavam sobre a mesa, as gargalhadas histéricas só aumentavam, os que não entenderam começaram a achar graça da reação do momento ‘enterro de palhaço’ que pairava sobre a mesa… aos poucos os ânimos foram baixando, os garçons voltaram a atender os pedidos, as mesas do entorno foram, aos poucos, se recompondo e voltando a seus lugares de origem e o clima de ‘comer até explodir’ já estava restaurado no recinto…

e o mundo nunca saberá o final dessa piada…


©Todos os direitos reservados

nota do editor:
Estava procurando o final dessa piada na internet quando me deparei com um texto, bem parecido com o meu, que sempre me foi passado como verídico, e até acredito mesmo que seja, meu amigo não é dado à mentiras, mas achei esse abaixo. Como esse texto é de alguma forma muito parecido, resolvi publicá-lo também, caso alguém conheça, favor entre em contato:
A mulher convida os amigos do trabalho para um jantar em sua casa, mas alerta insistentemente o marido para que ele não contasse nenhuma piada durante o jantar, porque ele só contava piadas pesadas. Após a refeição, um dos convidados, que sabia que ele era bom contador de piadas, insiste para que o anfitrião conte uma piada.
A mulher olha sério para o marido que diz:
– Não, não quero contar piada, não!
E o convidado insiste:

– Mas eu sei que você é bom contador de piadas. Conte ao menos uma!
A mulher nervosa pisa no pé do marido que responde:
– Não, eu só conheço piada pesada!

E o convidado insiste:

– Conte então a piada mais leve que você conhece!
E então o marido diz:
– Tá bom! Já que você insiste, vou então contar a piada mais leve que eu conheço.
A esposa já ia beliscar o marido quando ele inicia sua piada:
– Era uma vez um chupador de bucetas…

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quem conta um conto… ‘a desconstrução da estética pós-moderna’ ou ‘o não-texto’

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